- O procurador-geral do Reino Unido afirmou que ninguém está acima da lei, ao passo que policiais são pressionados a investigar, de forma completa, as ligações de Andrew Mountbatten-Windsor a Jeffrey Epstein.
- A Thames Valley Police informou que está em tratativas com o Crown Prosecution Service sobre denúncias de má conduta em cargo público envolvendo o ex-príncipe.
- Emails sugerem que Mountbatten-Windsor compartilhou informações confidenciais com Epstein durante o período em que atuou como enviado comercial.
- David Stern, amigo do ex-príncipe, organizava reuniões com Epstein e acompanhou o príncipe em visitas oficiais a Beijing, Hong Kong e Shenzhen em 2010.
- A matéria também aponta tentativas de Epstein de obter ganhos com informações, incluindo supostos repasse de dados sobre o Royal Bank of Scotland; Gordon Brown e Vince Cable pediram investigações completas. Mountbatten-Windsor nega irregularidades.
A Procuradoria-Geral do Reino Unido afirma que ninguém está acima da lei, enquanto a polícia avalia ligações entre Andrew Mountbatten-Windsor e Jeffrey Epstein. A Thames Valley Police informou que analisa acusações de má conduta junto ao então príncipe, com participação da Crown Prosecution Service. O foco está em possíveis irregularidades durante o período em que ele atuou como enviado especial de comércio.
Segundo o despacho, o diretor de procuradorias Stephen Parkinson garantiu que a polícia deve examinar todas as evidências relevantes de criminalidade. Parkinson enfatizou a responsabilidade de aplicar a lei de forma imparcial, independentemente do status do investigado. Ele aponta que o núcleo do caso seria uma violação grave de confiança.
Emails divulgados nos arquivos de Epstein sugerem que Mountbatten-Windsor compartilhava informações confidenciais e organizava reuniões com Epstein, por meio de David Stern, seu aliado. Stern acompanhou o príncipe em viagens a Beijing, Hong Kong e Shenzhen em 2010, com visitas financiadas pelo erário público.
Desdobramentos da investigação
A imprensa revela que Stern organizava encontros para Mountbatten-Windsor com base em sugestões de Epstein, inclusive uma reunião em Pequim com Jes Staley, então banqueiro de Epstein. A mesma matéria aponta que Epstein planejou negócios discretos com o governo chinês após a missão comercial de 2010.
E-mails indicam que Epstein pressionou para ocultar uma condenação por abuso sexual de menor, com orientações transmitidas a Stern para viabilizar vistos na China. A divulgação também mostra que um assessor do palácio repassou um cable diplomático sobre relações com a China a um banqueiro próximo ao príncipe.
Reações políticas e contexto
Gordon Brown pediu uma investigação policial ampla sobre as supostas falhas em relação a Mandelson, Epstein e a crise financeira global. Brown argumenta que o caso revela suposta traição e exige apuração detalhada. Vince Cable também solicitou apuração por possíveis crimes de corrupção durante o período.
Thames Valley Police já comunicou que recebe avaliação sobre denúncias de que Epstein indicou uma mulher para ter relações com Mountbatten-Windsor em 2010, e também investiga acusações de conduta imprópria no exercício do cargo público. O príncipe sempre negou qualquer irregularidade.
Mountbatten-Windsor, que atuou entre 2001 e 2011 como representante especial de comércio e investimentos, continua negando irregularidades. As autoridades reforçam que a investigação está em curso e não há conclusão anunciada.
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