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Manifestações pelo mundo apoiam manifestantes anti-governo no Irã

Milhares protestam ao redor do mundo em apoio aos iranianos; Reza Pahlavi promete liderar transição para futuro secular democrático em Munique

Supporters of Iran's exiled crown prince Reza Pahlavi attending a demonstration in Munich on Saturday.
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  • Em Munique, cerca de 200.000 pessoas apoiaram Reza Pahlavi, que disse estar pronto para conduzir o país a um futuro secular democrático.
  • Milhares participaram de demonstrações de solidariedade em cidades como Los Angeles, Washington, Toronto, Tel Aviv, Lisboa, Sydney e Londres.
  • Pahlavi pediu que iranianos no país e no exterior mantenham os protestos, com slogans às 20h em casa e no alto de imóveis, para acompanhar as ações internacionais.
  • O governo dos EUA sinalizou apoio a mudança de regime como objetivo, enquanto Washington prepara nova rodada de negociações sobre o programa nuclear com o Irã em Genebra.
  • Segundo a organização Human Rights Activists’ News Agency, pelo menos 7.010 pessoas foram mortas e mais de 53.845 presas desde o início dos protestos.

Durante o fim de semana, centenas de milhares de pessoas participaram de protestos globais em apoio aos manifestantes anti governo no Irã, que enfrentam repressão violenta. A mobilização ocorreu em cidades de diversos continentes, destacando-se a presença de apoiadores no exterior diante da crise no país.

Em Munique, Reza Pahlavi, exilado filho do último xá, reuniu cerca de 200 mil pessoas e afirmou estar pronto para conduzir o Irã a um futuro secular e democrático. Ele pediu que iranianos dentro e fora do país mantenham as protestos, com slogans de casa aos telhados às 20h, para sincronizar com as manifestações locais.

Solidariedade foi expressa em Los Angeles, Washington, Toronto, Tel Aviv, Lisboa, Sydney e Londres, entre outras cidades. A ação acontece em meio a um ciclo de tensão entre Estados Unidos e o Irã, com Washington marcando novas conversas sobre o programa nuclear em Genebra nesta semana.

Avanços diplomáticos e repercussões

Os EUA anunciaram o envio adicional de uma aeronave de guerra à região, elevando a pressão sobre Teerã, enquanto Trump condicionou mudanças no governo iraniano a avanços no diálogo sobre o programa nuclear. Anteriormente, ele havia sinalizado apoio a intervenções militares caso fosse necessário.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã, que não mantêm relações diplomáticas desde 1979, realizaram recentemente conversas sobre o programa nuclear em Omã. A próxima rodada seria em Genebra, segundo um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, sem divulgar mais detalhes.

Vídeos verificados pela AFP mostram ecos de protestos no Irã, com cidadãos entoando palavras contrárias ao governo, ainda que o regime marque datas da Revolução Islâmica. As informações sobre a repressão no país vêm de organizações de direitos humanos.

De acordo com a Human Rights Activists’ News Agency, o saldo de mortos na repressão já passa de 7 mil, embora o número possa ser maior. A organização também aponta mais de 53 mil presos desde o início dos protestos.

A oposição iraniana permanece dividida. Pahlavi enfrenta críticas pela posição pró-Israel adotada publicamente, inclusive em visitas de alto perfil em 2023. O Exército Revolucionário e setores do clero seguem sem distanciar-se de práticas do regime anterior.

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