- Janja Lula da Silva desistiu de desfilar no carnaval de 2026, com o carro alegórico já pronto, para não aumentar a polêmica em torno do desfile.
- Ela deveria estar no carro “Amigos do Lula” ao lado de familiares e artistas, mas permaneceu na concentração e não subiu; Fafá de Belém ficou em posição de destaque no carro.
- O desfile da Acadêmicos de Niterói enfrenta contestações oficiais por possível propaganda eleitoral antecipada, já que Lula confirmou a candidatura neste ano.
- Deputados pediram que o valor de R$ 1 milhão pago pela Embratur e pela Liga Independente das Escolas de Samba não fosse repassado à Acadêmicos de Niterói.
- O Tribunal Superior Eleitoral não proibiu o desfile, em decisão unânime, mas alertou que condutas da escola ou de políticos podem violar a lei eleitoral e gerar punições.
Janja Lula da Silva não participou do desfile da Acadêmicos de Niterói neste domingo (15) em homenagem ao presidente Lula, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. A primeira-dama chegou a ficar na concentração, mas decidiu se ausentar de última hora para evitar ampliar a polêmica em torno do evento. A decisão ocorreu mesmo com o carro alegórico já pronto para entrar.
Segundo apurações, Janja ficou de fora para evitar agravar críticas sobre uso de palanque durante o Carnaval. A publicação cita que a ideia era reduzir impactos no clima do desfile, que já fazia parte de debates sobre campanha eleitoral antecipada. Investigações indicam presença discreta da primeira-dama em bastidores.
Desfecho do carro e quem substituiu
Fafá de Belém ficou no destaque do carro alegórico Amigos do Lula. Janja integraria o grupo, acompanhado de familiares e artistas como Denise Fraga, Julia Lemmertz, Elisa Lucinda, Chico Diaz e Malu Valle. Ela chegou a observar a entrada da escola pela avenida, antes de se retirar.
Questões legais e desdobramentos
O desfile enfrentou contestações por possível propaganda eleitoral antecipada, visto que Lula confirmou candidatura neste ano. A polêmica envolve o uso do jingle oficial no refrão do samba-enredo e questionamentos sobre repasse financeiro autorizado pelo acordo entre Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). O TSE não proibiu o desfile, por 7 a 0, sob argumento de não censurar, mas ressaltou que condutas podem violar a legislação eleitoral. Em cenário recente, deputados pediram ao TCU para bloquear repasse de R$ 1 milhão às escolas.
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