- O historiador Andrew Lownie afirma que o escândalo do príncipe Andrew é a crise mais grave da monarquia e que mudanças são necessárias.
- Novos documentos sobre Jeffrey Epstein sugerem complicidade financeira do príncipe com o caso e possíveis crimes de tráfico sexual; ex-primeiro-ministro Gordon Brown também pediu investigação.
- A polícia informou que vai investigar os vínculos de Andrew com Epstein; o Palácio de Buckingham diz estar disposto a colaborar e fornecer registros.
- O acordo extrajudicial com Virginia Giuffre não impediu o escândalo; Lownie aponta que, se fosse a julgamento, os problemas seriam maiores.
- Além dos abusos, haveria suspeitas de corrupções financeiras ligadas ao papel de Andrew como enviado especial ao comércio; há pedidos por transparência e por uma investigação parlamentar.
Andrew Lownie, historiador escocês, afirma que o escândalo envolvendo o príncipe Andrew é a crise mais grave da monarquia britânica. Em entrevista a um veículo espanhol, ele aponta que o caso Epstein envolve corrupção financeira e lavagem de informações dentro da família real.
Lownie defende que documentos novos, divulgados nos EUA, reforçam ligações entre Epstein e o ex-duque de York. O pesquisador publicou recentemente a biografia Privilegiado: auge e queda de la Casa de York, recebida com críticas e ataques.
Segundo o historiador, as autoridades britânas já investigam os vínculos do príncipe com Epstein. O palácio de Buckingham, segundo ele, deve colaborar, entregar registros de entrada a residências usadas por Andrew e permitir depoimentos de funcionários.
O entrevistado também comenta sobre o acordo extrajudicial de 2019 com Virginia Giuffre, alegada vítima de Epstein. A leitura dele é de que esse acordo não impediu a exposição de novas informações.
Lownie diz haver questões além dos abusos sexuais, como supostas irregularidades financeiras envolvendo Andrew, inclusive no papel de enviado especial para o comércio internacional. Ele cobra divulgação de documentos e uma possível investigação parlamentar.
Sobre o futuro da monarquia, o pesquisador mantém posição favorável à instituição, desde que haja transparência. Alega que o comportamento financeiro e os desdobramentos com Epstein exigem responsabilização, não apenas gestos públicos.
Lownie descreve André Mountbatten-Windsor como alguém excessivamente protegido, com senso de direito e pouca consciência de limites morais. Ele afirma que avisos de serviços de inteligência foram ignorados ao longo dos anos.
Ao analisar a atuação do Palácio de Buckingham, o historiador sustenta que promessas de cooperação precisam se traduzir em ações. Questiona se o novo rei Carlos III realmente efetivará mudanças profundas na instituição.
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