- Renato Rabelo, ex-presidente nacional do PCdoB, morreu aos 83 anos em São Paulo na manhã de domingo (15), após lutar contra o câncer por três anos.
- Dirigiu o PCdoB de 2001 a 2015, sendo sucedido por Luciana Santos; depois atuou na Fundação Maurício Grabois, instituto ligado ao partido.
- O velório está marcado para a manhã de segunda-feira (16) no Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade, em São Paulo; a cremação ocorre após a cerimônia.
- Nascido em 22 de fevereiro de 1942, em Ubaíra (BA), Rabelo iniciou a militância no movimento estudantil e foi vice-presidente da União Nacional dos Estudantes durante a ditadura.
- Líderes do PCdoB e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repercutiram a morte, destacando sua dedicação à democracia, à soberania nacional e à construção de alianças à esquerda.
Renato Rabelo, ex-presidente nacional do PCdoB, morreu aos 83 anos em São Paulo, na manhã deste domingo. Ele lutava contra um câncer há três anos, segundo nota oficial divulgada pelo partido. O velório está marcado para segunda-feira pela manhã no Palácio do Trabalhador, na Liberdade, na capital paulista, seguido de cremação.
Rabelo nasceu em 22 de fevereiro de 1942, em Ubaíra, na Bahia. Iniciou a militância no movimento estudantil e atuou como vice-presidente da UNE durante a ditadura. Nos anos 70 integrou a direção da APML, que se incorporou ao PCdoB, e viveu na França após a repressão de 1976. Retornou ao Brasil com a anistia em 1979.
Em 2001, assumiu a presidência do PCdoB, cargo que manteve até 2015, quando foi sucedido por Luciana Santos. Durante sua gestão, o partido integrou a base de apoio aos governos de Lula e Dilma Rousseff. Após deixar a presidência, atuou na Fundação Maurício Grabois e, posteriormente, foi recebido como presidente de honra da instituição.
Trajetória
A trajetória política de Rabelo inclui participação destacada no movimento estudantil, atuação na esquerda brasileira e liderança do PCdoB ao longo de dois mandatos nacionais. O partido destacou que, sob sua presidência, houve participação do PCdoB em alianças estratégicas no cenário nacional.
Rabelo também exerceu papel central na construção de alianças da esquerda, com foco na soberania nacional e em políticas de inclusão social. Seu legado no partido é lembrado por interlocutores como referência na organização política e na defesa de direitos sociais.
Repercussão
A notícia da morte provocou manifestações de lideranças. O presidente Lula afirmou que Rabelo dedicou a vida à militância e à democracia, destacando a importância de sua visão estratégica para a construção de um Brasil mais justo. Lula relembrou a atuação conjunta com o PCdoB em momentos-chave da história recente.
Entre parlamentares, Jandira Feghali reconheceu a participação de Rabelo na formulação do partido, enquanto Orlando Silva elogiou a capacidade dele de articular alianças na esquerda. Os líderes ressaltaram a importância histórica de sua atuação e o peso de suas contribuições para a democracia brasileira.
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