- Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Rio de Janeiro e o desfile homenageou Lula, com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
- A Comissão de Frente mostrou a trajetória do presidente, desde a origem humilde até a chegada ao Planalto, incluindo passagem de poder a Dilma Rousseff.
- A apresentação incluiu cenas em que Michel Temer “rouba” a faixa presidencial de Dilma e Lula é preso; o palhaço Bozo aparece representando Jair Bolsonaro, seguido pela prisão do palhaço ao lado de Alexandre de Moraes.
- A homenagem também trouxe referências a programas sociais do governo petista e alusões ao tempo de Lula como metalúrgico e atual chefe do Executivo.
- A discussão sobre propaganda eleitoral antecipada ganhou força após o desfile, com ações do Partido Novo e críticas de adversários, além de decisão do Tribunal Superior Eleitoral de não censurar o evento, mantendo a tramitação de ações legais.
A Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro com um enredo sobre a vida de Luiz Inácio Lula da Silva. O desfile aconteceu neste domingo, na Marquês de Sapucaí, sob a encenação de uma história que acompanha a trajetória do presidente desde a infância em Garanhuns até o poder.
O tema intitulado Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, retratou a carreira de Lula, incluindo momentos de sindicalismo, eleição e atuação no Planalto. A apresentação foi acompanhada pelo presidente Lula, que assistiu ao desfile do camarote do Executivo municipal ao lado de autoridades locais.
Ao longo da apresentação, a comissão de frente mostrou a passagem de Lula pelo poder e a transição para Dilma Rousseff. Também houve uma cena com Michel Temer supostamente roubando a faixa presidencial de Dilma e, em seguida, o palhaço Bozo representando Jair Bolsonaro.
Cartas, carros alegóricos e alas destacaram conquistas de programas sociais. Em alguns trechos, a história mostrou Lula como trabalhador metalúrgico e, mais tarde, como chefe do Executivo. Em uma alegoria, aparece um palhaço alegórico preso.
Repercussões jurídicas e políticas
A festa gerou debate sobre propaganda eleitoral antecipada. O Partido Novo acionou o TSE para questionar a presença de Lula e pedir restrições à divulgação do enredo, incluindo pedidos de proibição de publicações nas redes.
O TSE divulgou que impedir a realização do desfile antes de sua conclusão configuraria censura prévia, embora o processo permaneça em tramitação. Caso haja irregularidade, Lula pode ser punido pela Justiça Eleitoral.
Reação de lideranças da oposição
A oposição reagiu de forma crítica ao desfile. Senadores e membros de partidos afirmaram que houve uso de espaço público para favorecer a candidatura de Lula, citando impactos na normalidade do processo eleitoral.
Dirigentes do Novo alegaram que, com o registro de candidatura, caberá ao TSE avaliar a elegibilidade. Outros aliados destacaram manifestações da crítica, sem apresentar parecer único quanto à legalidade do ato.
Contexto eleitoral e financeiro
A apuração sobre o financiamento do desfile aponta que a escola recebeu recursos públicos para a comissão de frente e estruturas. A quantia é objeto de debate quanto à compatibilidade com regras eleitorais e com a legislação vigente.
O caso segue sob análise judicial, com esperadas manifestações de partidos e candidatos sobre o tema. A imprensa acompanha os desdobramentos para esclarecer impactos eleitorais e legais do evento.
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