- A secretária de Relações Exteriores, Yvette Cooper, acusou Reform UK e o Partido Verde de minar o compromisso britânico com a Otan, durante a Munich Security Conference.
- Cooper afirmou que Reform e Verdes são “mats de Rússia” e citou o caso de Nathan Gill envolvendo supostos laços com a Rússia para justificar a crítica.
- Ela mencionou ataques a Salisbury e referiu-se a novas informações sobre o envenenamento de Navalny para sustentar a preocupação com a agressão russa.
- O líder dos liberais, Zack Polanski, disse que defenderia o Artigo cinco da Otan, mas abriu a possibilidade de deixar a aliança, enquanto o Green Party não tem posição oficial nesse sentido.
- Nigel Farage voltou a dizer que a expansão da União Europeia e da Otan teria provocado a invasão russa e pediu reforço no gasto com defesa, posição que já havia defendido anteriormente.
Cooper acusa Reform UK e Green de serem brandos com a Rússia e fracos na OTAN. A ministra de Relações Exteriores fez as afirmações durante a Munich Security Conference, em resposta a críticas feitas pelo governo britânico sobre a postura dos rivais de Labour em relação à defesa.
Em entrevista à Sky News, a secretária de Relações Exteriores disse que a segurança nacional depende de parcerias internacionais firmes e que Reform e os Verdes teriam minimizado esse compromisso com a aliança atlântica. Ela citou o caso de acusações envolvendo a atitude do Reform frente à Rússia.
Cooper ainda ressaltou que houve episódios envolvendo a atuação de lideranças ligadas ao Reform no País de Gales e alegou que houve referências não investigadas sobre possível ligação com a Rússia, associando o episódio a casos anteriores de interferência.
A chefe de governo britânico também mencionou incidentes de agressão e uso de venenos, apontando para uma continuidade de ameaças russas, segundo a narrativa apresentada pela imprensa britânica sobre o tema. O objetivo, segundo a leitura de Cooper, é evidenciar a necessidade de uma postura firme em defesa da OTAN.
Mudança de tom na política de defesa
Zack Polanski, líder trabalhista em relação à defesa, afirmou que manteria o Artigo 5 da OTAN, que prevê defesa mútua, mas abriu a possibilidade de que o Reino Unido reavalie sua participação na aliança. Ele enfatizou a obrigação de cumprir os artigos em caso de ataque, ao mesmo tempo em que sinalizou debate interno sobre futuras diretrizes de defesa.
Polanski também discutiu a possibilidade de reduzir gastos com armamentos americanos como parte de uma reforma mais ampla das forças britânicas, embora essa linha não seja uma posição oficial do Green Party. A declaração gerou repercussão entre aliados e críticos, em meio a debates sobre o papel da OTAN e a relação com a Rússia.
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