- A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, negou que a Europa esteja enfrentando uma erasure civilizacional e rejeitou o que chamou de “euro-bashing” fashion promovido pelos EUA.
- Kallas afirmou que o mundo olha para a Europa e citou interesse internacional, mencionando que, no Canadá, mais de 40% das pessoas teriam interesse em se juntar à UE.
- Ela contestou críticas à liberdade de imprensa na Europa, lembrando que a Estônia ocupa a segunda posição no ranking mundial, enquanto os EUA ficam em 58º lugar.
- O discurso de Marco Rubio na conferência destacou que os EUA querem liderar em migração, livre comércio e maior gasto com defesa, oferecendo uma parceria condicionada à Europa.
- A conferência de Munique discutiu a relação transatlântica e as perspectivas para a paz na Ucrânia; Rubio comentou ainda sobre o relatório de Navalny, afirmando que a coordenação foi feita pelas agências europeias.
Kaja Kallas, chefe da política externa da União Europeia, rejeitou as acusações dos EUA de erodir civilizacionalmente o continente. Ela chamou de moda o “euro-bashing” e afirmou que a Europa é vista como guardiã de valores importantes pelo mundo. A fala ocorreu na Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, durante o evento que reuniu líderes e especialistas.
A primeira-dama da abordagem foi que os EUA precisam da participação europeia para resolver a guerra na Ucrânia. Segundo a líder estoniana, Washington reconhece que a cooperação com a Europa é essencial para alcançar soluções duradouras. Kallas reforçou que o bloco continua sendo pilar relevante da OTAN.
Em seguida, Kallas criticou ataques à liberdade de imprensa na Europa, lembrando que a Estônia ocupa segundo lugar no ranking global de liberdade de imprensa, enquanto os EUA aparecem em 58º. A dirigente também destacou a defesa dos direitos humanos como motor de prosperidade e questionou as críticas recebidas.
Rubrica: postura de Washington frente a Europa e o tema Ucrânia
O sábado terminou com um discurso de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, que sinalizou cooperação com a Europa apenas se houver liderança americana em áreas como migração, comércio e defesa. O tom foi de confirmação de alinhamento, condicionando mudanças aos interesses norte-americanos.
Rubio também mencionou a construção de uma nova ordem mundial, afirmando que os EUA estão dispostos a agir sozinhos, se necessário, mas preferem atuar junto aos parceiros europeus. Em Bratislava, após a coletiva, o senador comentou a percepção de que a inteligência não participou de um relatório sobre o envenenamento do opositor russo Alexei Navalny.
O relatório europeu, produzido por cinco serviços de inteligência, aponta que Navalny foi exposicionado a uma toxina de sapos, com autoria atribuída ao Estado russo. Rubio explicou que a cooperação entre países é uma decisão de cada atuação, não implicando divergência com o resultado final.
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