- Líderes sindicais e 25 deputados do Labour pedem a Keir Starmer que acabe com uma agenda “narrow, factional” dentro do partido.
- A carta, assinada por dirigentes de sindicatos ligados ao Labour e por grupos de campanha, afirma que a abordagem da direção está se tornando cada vez mais impopular com o público.
- Entre os signatários estão alguns deputados rebeldes e figuras sêniores, como Clive Lewis, Brian Leishman e John McDonnell.
- O documento afirma que o comportamento da liderança pode minar a capacidade do Labour de vencer as eleições, citando episódios recentes envolvendo decisões de Downing Street.
- O texto menciona ainda casos como a escolha de Peter Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, a demissão do principal assessor Morgan McSweeney e a reação de Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia.
O ande político dentro do Partido Trabalhista ganhou destaque após líderes sindicais e 25 MPs apresentarem uma carta ao líder Keir Starmer. O texto acusa a direção de impor uma agenda “narrow, factional” e alerta que a abordagem interna é cada vez mais impopular entre o público.
Assinam a correspondência nomes como Clive Lewis, Brian Leishman e John McDonnell, além de dirigentes de sindicatos ligados ao Labour, como Unison, Unite, CWU, FBU e Aslef. Grupos como Campaign for Labour Party Democracy e Momentum também integram o movimento.
A carta, intitulada Restore Labour Democracy, critica a gestão de Downing Street e aponta decisões recentes como prejudiciais à imagem do Labour. Entre os exemplos citados estão a nomeação de Peter Mandelson como embaixador dos EUA e a nomeação de Matthew Doyle ao Parlamento, após vínculos com casos de pedofilia.
Os signatários dizem que o centramento de decisões sem participação de membros enfraquece raízes locais e pode comprometer a capacidade de vencer eleições. Eles mencionam a seleção de candidatos para as eleições complementares em Gorton e Denton como evidência de um padrão de exclusão.
Richard Burgon, deputado por Leeds East, que ajudou a coordenar o texto, afirmou que há restrição de direitos democráticos dentro do partido. Ele disse que o enfraquecimento da democracia interna afeta a confiança de eleitores e a influência de membros e sindicalistas.
As informações indicam que o grupo planeja ampliar a lista de apoiadores a partir de 15 de fevereiro, data citada pela coordenação da carta, coincidindo com o 120º aniversário da adoção formal do nome The Labour Party em 1906.
Um porta-voz do Labour afirmou que o partido é movido pelos seus membros e trabalha para entregar mudanças prometidas, incluindo medidas para reduzir o custo de vida, reduzir filas no NHS e fortalecer comunidades locais.
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