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Sánchez está à frente ou segue na direção contrária?

Sánchez se posiciona contra a corrida armamentista europeia e aposta em liderança progressista, buscando alternativa ao mundo de Trump

Gavin Newsom, gobernador de California, y Pedro Sánchez, presidente de España, este sábado en Múnich. Foto de X de Pedro Sánchez.
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  • Pedro Sánchez criticou a corrida armamentista europeia e defendeu um “rearme moral” para frear a militarização, em Munique.
  • Ele afirma estar à frente de uma visão alternativa ao modelo de Donald Trump, defendendo um mundo diferente do atual eixo de poder.
  • O presidente espanhol se reuniu em Munique com Gavin Newsom, que elogiou seu perfil progressista e recebeu de Sánchez um exemplar de O quixote.
  • O governo aposta que um possível resultado desfavorável a Trump nas eleições americanas poderia influenciar a política mundial, incluindo a Espanha.
  • Sánchez reconhece riscos de atritos com aliados militares, como Estados Unidos e Israel, mas mantém a crença de estar alinhado com a esquerda progressista global.

O presidente espanhol, Pedro Sánchez, se posicionou contra o aumento armamentista, mesmo diante de uma atmosfera favorável à maior militarização na Europa. Em Munique, no foro de segurança, ele pediu um “rearme moral” para conter a corrida nuclear e afirmou que o mundo já percorre um caminho de destruição. A intervenção ocorreu no epicentro do debate estratégico europeu.

Sánchez citou referências históricas, como Ronald Reagan e Robert Kennedy, para ilustrar a percepção de que o acúmulo de armas não resolve os problemas globais. O discurso ocorreu em meio a diversos líderes que defendiam maior reforço militar e cobertura com armas nucleares na Europa.

O governo espanhol sustenta que o país está à frente do debate ao propor uma alternativa ao modelo liderado por Donald Trump. A leitura oficial é de que, ao falar de recuo moral, Sánchez antecipa mudanças que podem ocorrer na conjuntura mundial.

No encontro, Sánchez manteve encontros bilaterais, incluindo com Gavin Newsom, governador da Califórnia, um crítico de Trump. Newsom elogiou o perfil progressista do espanhol e destacou o apoio de setores da oposição norte-americana à sua posição.

O mandatário espanhol entregou a Newsom uma edição de O Quixote, símbolo de resistência a grandes potências tecnológicas e políticas. A troca reforçou a ideia de que visão española busca articular um eixo progressista em oposição a políticas de linha dura.

A aposta de Sánchez é sustentar uma liderança internacional alternativa, com impacto potencial nas eleições europeias e nos movimentos de esquerda ao redor do mundo. O governo espanhol vê possibilidade de convergência com parceiros que também criticam a militarização extrema.

Analistas observam que a posição de Madrid pode enfrentar resistência de aliados ocidentais mais alinhados ao reforço de defesa. Ainda assim, o Executivo permanece convicto de que a estratégia representa um posicionamento relevante para o que chama de mundo alternativo ao modelo trumpista.

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