- O PT pediu que militantes não façam propaganda eleitoral durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio, em homenagem a Lula.
- A cartilha orienta evitar expressões eleitorais, símbolos do PT ou menções a eleições; o evento é visto como manifestação cultural.
- Lula vai assistir ao desfile e Janja participará com uma carro alegórico; o samba-enredo homenageia a trajetória do presidente.
- O Palácio do Planalto orientou ministros a não participarem do desfile, sugerindo que assistam apenas do camarote.
- O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, ação do Novo para barrar o desfile; eventual violação pode acionar punições se comprovada propaganda antecipada.
O PT pediu que militantes não façam menção às eleições durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, marcado para domingo. A orientação visa manter o evento como celebração cultural, sem cunho eleitoral.
Uma cartilha divulgada pelo partido determina evitar expressões eleitorais como “é Lula outra vez” e “é Lula 2026”, além de não usar materiais com o número 13 ou referências a eleições. O texto reforça o foco no carnaval e na festa popular.
Além disso, a nota do PT nas redes sociais orienta: nada de pedido de voto, nem número de urna, nem slogans com finalidade eleitoral. A ideia é prevenir questionamentos ou penalidades legais durante o desfile.
Planalto orienta participação de ministros
O Palácio do Planalto orientou ministros a não participarem do desfile em homenagem ao presidente. A recomendação é que, se desejarem acompanhar, compareçam ao camarote da Sapucaí, em vez de atuar diretamente na homenagem durante o evento.
Lula deverá assistir ao desfile e acompanhará o samba-enredo da escola, que traz a homenagem à trajetória do presidente, com o tema “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Janja participa do desfile em uma carro alegórico.
Decisão do TSE sobre o pleito de antecipação
Na véspera, o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, um pedido do Novo para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói. A corte entendeu que não há como reconhecer abuso de poder de forma preventiva sem que haja fatos consumados. Caso haja violação a normas eleitorais, a ação poderá resultar em punições futuras a Lula e ao PT.
A decisão do TSE não impede que novas ações sejam tomadas caso se comprove propaganda eleitoral antecipada. A Corte destacou que o exame envolve fatos e formalização de candidaturas, não decisões antecipadas.
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