- O presidente Donald Trump revogou o “endangerment finding”, base para a EPA regulamentar emissões de gases de efeito estufa, em movimento visto como benefício a grandes poluidores e prejudicial à saúde dos norte‑americanos.
- A reação inclui críticas de Barack Obama, que disse que a medida deixa o país menos seguro e sem combater as mudanças climáticas; ações legais já foram anunciadas por grupos ambientais e pelo estado da Califórnia.
- Democratas vão pedir aos líderes europeus que enfrentem Trump no encontro de segurança em Munique, com divergências internas sobre como lidar com o presidente.
- Trump também voltou a minimizar um vídeo racista divulgado por um funcionário, afirmando que nenhum assessor foi disciplinado pela postagem envolvendo os Obama.
- Em outras notícias, destacam‑se quedas legislativas e eventos globais, como demissão de advogada associada da Goldman Sachs ligada a Jeffrey Epstein, acusações envolvendo um oficial de imigração nos EUA e a eleição histórica do Bangladesh pelo BNP.
Donald Trump revogou o reconhecimento científico que embasava a regulação da poluição causadora de aquecimento global. O fim do chamado “endangerment finding” retira da EPA a base para limitar gases de efeito estufa emitidos por veículos, usinas e indústrias. A pasta descreve a ação como a maior desregulamentação da história.
A decisão é vista por apoiadores como necessária para reduzir regulações, enquanto críticos dizem que ela coloca em risco a saúde pública e agrava as mudanças climáticas. Obama e outros ex-líderes condenaram a medida, destacando impactos sobre segurança energética e ambiental.
Grupos ambientais prometem contestar a movimento na Justiça; o estado da Califórnia também determinou resistência legal. A mudança ocorre após anos de disputas sobre políticas climáticas nos EUA e impactos sobre emissões industriais.
EUA em debate na Munich Security Conference
Democratas vão pedir que líderes europeus enfrentem o governo de Trump durante a conferência de segurança em Munique, neste fim de semana. Parte do debate envolve estratégias de diplomacia entre EUA e Europa diante da gestão atual.
Gavin Newsom criticou a “subserviência” europeia a Trump, dizendo que isso compromete a imagem do continente. Outros participantes divergem: Macron defende postura mais firme, enquanto o secretário-geral da OTAN valoriza manter o alinhamento com Washington.
Polêmica e desdobramentos na Casa Branca
Trump minimizou um vídeo racist que circulou nas redes sociais, afirmando que nenhum assessor foi punido pela postagem ofensiva que retratava Obama e Michelle de forma pejorativa. O episódio provocou críticas de ambos os lados do espectro político.
Reações negativas vieram de integrantes do Partido Republicano e de observadores internacionais, ampliando o escrutínio sobre a gestão de comunicação presidencial.
Outras notícias do dia
- Kathy Ruemmler, ex-assessora jurídica da Casa Branca, renunciou após revelações sobre vínculos com Jeffrey Epstein.
- Procuradores federais retiraram acusações contra dois venezuelanos envolvidos em incidentes com agentes da imigração, sustentando novas evidências.
- A polícia canadense investigava o histórico de saúde mental do suspeito jovem ligado a uma das mais graves TU no país.
- O Bangladesh realizou eleição histórica, a primeira desde uma onda de protestos que derrubou o regime anterior, em meio a uma percepção de eleições mais livres e justas.
Dados e destaques do momento
- Na Ucrânia, ao menos 10 mortes por hipotermia e 1.469 hospitalizações ocorreram em janeiro, com temperaturas extremas e cortes de energia, afetando escolas de Kyiv.
- Em cultura, relevo sobre Midnight Cowboy, de John Schlesinger, que enfrentou resistência inicial, mas venceu em prémios, marcando a cinebiografia queer da época.
- Em música, Thundercat comenta parcerias e a curiosa relação com Snoop Dogg, além de relevar amizades e perdas pessoais.
Clima e segurança global
O chefe de clima da ONU alertou que políticas nacionais devem incorporar riscos climáticos às questões de segurança; a ausência disso pode resultar em vulnerabilidade a um “novo regime mundial” de instabilidade. A abordagem pede ações climáticas robustas como parte da segurança estratégica.
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