- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, orderou que o porta-aviões USS Gerald R. Ford siga do Caribe ao Oriente Médio para pressionar o Irã.
- A operação deve levar cerca de três semanas e, na região, o Ford se juntará ao USS Abraham Lincoln, aumentando a força de fogo disponível.
- Trump disse, em entrevista à Axios, que estava considerando enviar um segundo grupo de ataque com porta-aviões para o Oriente Médio.
- As negociações indiretas entre EUA e Irã ocorreram em Omã na semana passada, com novas conversas esperadas, ainda sem data definida.
- O foco é conter o programa nuclear iraniano; o Irã disse estar disposto a restringir o enriquecimento em troca de alívios de sanções, enquanto Israel exige limites ao programa de mísseis.
Donald Trump ordenou que o porta-aviões USS Gerald R. Ford siga da região do Caribe para o Oriente Médio, aumentando a pressão sobre o Irã em meio a negociações sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos de Teerã. A operação envolve também o agrupamento de navios de apoio.
O deslocamento deve levar cerca de três semanas, com a embarcação quilometrando sob o manto de outras unidades navais até retornar à região, onde se reunirá ao USS Abraham Lincoln. A intenção declarada é ampliar a capacidade militar dos EUA frente ao Irã.
Ontem, o presidente afirmou, em entrevista, que está considerando enviar um segundo grupo de ataque com porta-aviões para o Médio Oriente, numa avaliação ainda sem data definida. O comentário ocorreu em meio a negociações indiretas entre EUA e Irã ocorridas recentemente em Omã.
As negociações entre EUA e Irã, ainda sem marcação de nova rodada, envolvem a discussão sobre frear o enriquecimento de urânio e questões relacionadas a mísseis balísticos. O Irã tem indicado disposição para limitar o enriquecimento, desde que haja alivio de sanções, enquanto Israel pressiona por restrições adicionais.
O contexto regional envolve alinhamentos com aliados, como Israel, que busca que Teerã reduza a capacidade militar e o apoio a grupos. O atual momento registra mudanças de tom na retórica de Washington, que aponta para uso de pressão máxima para influenciar Teerã.
A operação do Ford se soma à presença do USS Lincoln, já na região, após ações anteriores que começaram no início do segundo semestre. O porta-aviões Ford havia se deslocado do leste do Mediterrâneo para o Caribe no fim de outubro, permanecendo lá por meses.
Nesta quinta-feira, o presidente avisou que, se as negociações falharem, o impacto será significativo e que as conversas devem avançar rapidamente, com expectativa de um acordo nos próximos meses.
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