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Transações entre Toffoli e Vorcaro fortalecem CPI e pressionam Alcolumbre

Cobranças por abertura de CPI/CPMI ganham ímpeto após revelações de transações entre Vorcaro e Toffoli, aumentando a pressão sobre Davi Alcolumbre no Senado

Crise deixou de se chamar caso Master e virou caso Toffoli
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  • Parlamentares que acompanham o caso entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela abertura de uma CPI.
  • A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma engenharia financeira que fez R$ 20 milhões do Master chegarem a Toffoli e aos irmãos dele; Toffoli se afastou do caso, e André Mendonça foi escolhido relator.
  • A oposição já recolheu assinaturas para uma CPMI (237 deputados e 42 senadores) e para uma CPI, mas depende da decisão de Alcolumbre.
  • Damares Alves afirma que é alto o custo político de não abrir uma investigação, e avalia que o tema não pode ser abafado.
  • Grupos de oposição estudam encaminhar ações contra o presidente do Senado ou o procurador-geral da República caso haja resistência, enquanto há quem tema desgaste político ao Congresso.

Parlamentares favoráveis à investigação da relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Dias Toffoli intensificam a cobrança sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A tensão acompanha a CPI ou CPMI em pauta, com desdobramentos entre judiciário e Legislativo.

A PF encaminhou ao STF uma engenharia financeira que teria transferido 20 milhões de reais do Master para Toffoli e seus irmãos. Toffoli se afastou do caso na noite de ontem, após acordo entre os ministros do STF; André Mendonça foi sorteado como novo relator.

A situação foi fortalecida por Damares Alves, senadora pelo Republicanos, que disse que o custo de não abrir uma comissão é elevado. Ela pretende convencer o centrão a agir junto a Alcolumbre para instalar a investigação.

O presidente do Senado está sob pressão. O Novo protocolou pedido de impeachment de Toffoli, com assinatura de 51 parlamentares, incluindo Paulo Paim. Também há propostas para ouvir Vorcaro e familiares do ministro no Senado, após o Carnaval.

Eduardo Girão, do Novo, afirma que não há como Alcolumbre abafar o tema. Ele aponta que Jocildo Lembos, aliado de Alcolumbre, comprou 400 milhões em títulos do Master, mesmo com alertas de risco, fortalecendo a posição de quem pleiteia apuração.

A percepção entre parte da base é de que ficar quieto “ficará muito feio” para Alcolumbre, pois o tema adensaria a suspeição e poderia obstruir as investigações. Outros avaliam alternativas para manter o tema sob controle político.

Várias frentes de investigação

A oposição já reuniu assinaturas para uma CPMI, além de propostas de CPI, com 237 deputados e 42 senadores, mas a leitura formal depende de Alcolumbre. A leitura em sessão conjunta ainda não foi marcada.

Governistas aguardam para decidir caminhos. Há quem diga que a CPMI pode mirar também parlamentares influentes, o que complicaria a viabilidade. Outros aceleram a tramitação de medidas alternativas.

A Câmara tem resistido a avançar com uma CPI, citando fila de 15 requerimentos. O presidente da Casa, Hugo Motta, lembra o calendário institucional e não sinaliza mudança de ordem para instalação de uma comissão.

Existem relatos de que senadores pretendem convocar familiares de Toffoli e Vorcaro, ampliando o espectro de depoimentos. As ações dependem, contudo, de deliberações institucionais e do-Porto Carnaval.

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