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Samba-enredo de Lula: mitos, sanções e ausência de anistia

Samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, sobre Lula, traz provocações ao bolsonarismo, referências à ditadura e defesa de não conceder anistia

Ensaio técnico da Acadêmicos de Niterói
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  • A escola Acadêmicos de Niterói vai abrir o Carnaval do Rio com um enredo sobre Lula, abordando desde a infância até a terceira eleição, com cerca de três mil integrantes.
  • O samba traz referências como “treze noites, 13 dias” associando a viagem de Lula a São Paulo ao número de urna do PT.
  • O texto cita vítimas da ditadura — Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Herzog e Rubens Paiva — e usa a leitura de “raiva” para falar de cerceamento, com trecho sobre sem anistia.
  • A letra aponta “mitos falsos” e afirma que é revolucionário saber escolher os seus heróis, sem mencionar diretamente adversários, em tom que envolve a ideia de anistia.
  • A cantora Teresa Cristina entregou parte do refrão, lembrando o samba Vai Passar, e Jânia (Jane) participa de ensaio; Lula deve acompanhar no camarote, enquanto memes de Bolsonaro foram exibidos em telão durante ensaio.

A Acadêmicos de Niterói vai abrir o Carnaval do Rio com um samba enredo que faz críticas ao bolsonarismo, apresentado pela equipa da escola neste domingo. O tema celebra a trajetória de Lula, desde a infância humilde até as conquistas políticas, com ironias sobre adversários e mensagens de soberania nacional.

O enredo intitulado Do alto do Mulungu, surge a esperança: Lula, o operário do Brasil, reúne cerca de 3.000 componentes na avenida para retratar a vida do presidente, incluindo a fase em que foi líder sindical. A narrativa percorre a origem no sertão de Pernambuco e a trajetória até a terceira eleição presidencial.

O samba também relembra símbolos da ditadura militar, citando vítimas da repressão como jornalistas e políticos, em referência à chamada raiva histórica. A letra aborda a ideia de que é possível escolher ídolos sem mitos e sem anistia.

Pontos centrais e controvérsias

A canção faz menção à campanha de bolsonaristas pela anistia a condenados, sem mencionar o ex-presidente explicitamente. Na prática, o texto sustenta a ideia de que é necessário reconhecer heróis sem distorções, e critica propostas de anistia aprovadas em 2023 e vetadas pelo governo federal no início deste ano.

Teresa Cristina participa de trechos do samba, incluindo uma passagem que faz referência ao refrão de um hino histórico de redemocratização. A cantora afirmou que inseriu a referência para lembrar uma canção marcante na memória coletiva.

Durante um ensaio técnico na Sapucaí, o telão da escola exibiu imagens associadas ao governo anterior, como momentos de crítica pública ao manejo da pandemia e outras situações políticas, ampliando o debate sobre o conteúdo da apresentação.

Impacto institucional e expectativa

A apresentação tem gerado debate entre partidos e lideranças políticas. O Partido Novo acionou a Justiça para questionar limites da homenagem e a eventual veiculação eleitoral, mas o Tribunal Superior Eleitoral decidiu pela liberdade de desfile e transmissão, sem censura prévia.

Outras manifestações judiciais foram rejeitadas pela Justiça Federal, que entendeu inadequadas as ações para esse tipo de pleito. A organização do desfile informou que a lista de convidados, entre deputados, ministros e dirigentes de estatais, está com registro de espera superior a 400 pessoas.

A participação de Janja Lula da Silva já ocorreu em ensaio da escola, enquanto o presidente é esperado no camarote da prefeitura do Rio, ao lado de autoridades políticas e de gestão pública, para acompanhar a apresentação.

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