- O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso Master no STF após a saída de Dias Toffoli, nesta quinta-feira (12).
- A redistribuição da investigação sobre fraudes envolvendo o Banco Master ocorreu depois que a Polícia Federal encontrou menções ao magistrado no celular de Vorcaro.
- Sectores do Congresso, em especial o Centrão, passaram a ver com preocupação a escolha de Mendonça, antecipando uma condução mais firme das investigações.
- Apesar de ter uma linha legalista, a percepção é de que Mendonça não hesitará em avançar sobre possíveis relações políticas do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro.
- No âmbito político, Mendonça é visto como independente, mas sua sabatina na CCJ gerou resistência de parte do Congresso, especialmente do presidente Antônio Alcolumbre.
O ministro André Mendonça foi sorteado relator do caso Master no STF nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, após a saída de Dias Toffoli. A redistribuição da investigação sobre suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master ocorreu depois que a PF encontrou menções ao magistrado no celular de Vorcaro.
A escolha gerou preocupação entre setores do Congresso Nacional, especialmente do Centrão. A avaliação é de que Mendonça pode adotar uma condução mais firme no avanço das apurações, sem restringir o trabalho da Polícia Federal.
Apesar de manter um perfil lineado pela legalidade, há quem aponte que ele não deverá recuar diante de possíveis relações políticas envolvendo o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro.
Contexto no Congresso
No Legislativo, Mendonça é visto como ministro independente, em parte por ter enfrentando resistência para a sabatina promovida pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O episódio foi complexo e durou meses.
Alcolumbre, então como presidente da CCJ, segurou por cinco meses a sabatina de Mendonça, em uma tentativa de recusa inicial ao nome. O episódio gerou mal-estar e reforçou a percepção de apoio de um bloco evangélico ao indicado.
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