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Registro de reunião secreta gera crise de confiança no STF

Revelação de reunião secreta no STF dispara crise de confiança entre ministros, com relatos sobre gravação de Toffoli e críticas à PF que abalam a imagem da corte

O plenário do Supremo Tribunal Federal
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  • Publicados pelo Poder360, os registros da reunião secreta mostraram como o STF definiu os rumos do caso Master, gerando uma crise de confiança entre os ministros.
  • Há suspeita de que o ministro Dias Toffoli tenha gravado o encontro, suspeita que ele nega veementemente.
  • Integrantes da corte confirmaram a suspeita ao UOL, e há troca de mensagens entre ministros tentando formar um entendimento sobre o episódio.
  • Nos diálogos, a maior parte dos ministros criticou a Polícia Federal e houve tom corporativista, com a ideia de que um relatório da PF poderia afastar integrantes da corte.
  • A reunião resultou em uma saída política: apoio a Toffoli, rejeitando a suspeição, em troca de que o colega se afastasse voluntariamente; um novo relator, André Mendonça, foi escolhido, mas ele também criticou a PF.

Ao menos duas, três informações distintas foram relatadas sobre uma reunião secreta do Supremo Tribunal Federal, que tratou dos rumos do caso Master. Publicado pelo Poder360, o material provocou uma crise de confiança entre ministros da corte.

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, aponta a suspeita de que o ministro Dias Toffoli tenha gravado o encontro, assunto negado pelo próprio ministro. Integrantes do STF confirmaram a suspeita ao UOL, que abriu a apuração sobre o episódio.

Desde a manhã, magistrados chegaram a trocar mensagens e telefonemas buscando formar um juízo sobre o episódio. Não há consenso sobre uma eventual manifestação pública ou oficial dos ministros.

Um ministro afirmou à coluna haver imprecisões e mentiras no relato do Poder360, embora reconheça que parte do registro reflita as interações. Outro integrante disse estar horrorizado e vê a imagem da corte abalada de forma inédita.

Desdobramentos internos

Nos diálogos publicados, a maioria dos ministros criticou a Polícia Federal e mostrou tom corporativista, sugerindo que, se um relatório da PF pudesse afastar alguém da corte, ninguém estaria seguro.

Na reunião, o STF optou por uma saída política para a crise envolvendo Toffoli, após a PF ter levado ao presidente Fachin material obtido em aparelhos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, com menções a Toffoli e a políticos com foro.

Foi estipulado que Toffoli manteria o cargo, mas se afastaria voluntariamente, e um novo relator seria escolhido. O escolhido acabou sendo o ministro André Mendonça, que, no entanto, também aparece criticando a PF no registro.

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