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Prefeito detido de Istambul desafia Erdogan a convocar eleições antecipadas

Prefeito de Istambul, Imamoglu, desafia Erdogan a convocar eleições antecipadas; pressão do governo sobre a oposição cresce

Istanbul Mayor Imamoglu gives testimony to judicial authorities in Istanbul
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  • O prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, que está preso desde março de 2025, pediu a Erdogan que convoque eleições antecipadas “agora” e disse que o presidente perderia se concorresse novamente.
  • Imamoglu afirma que o governo aumenta a pressão sobre o principal partido de oposição, o CHP, e que Erdogan sabe que perderá as eleições.
  • O CHP tem defendido eleições rápidas e promete, se eleito, restaurar o Estado de direito, retomar as negociações de adesão à União Europeia e adotar um modelo econômico social-democrata.
  • A eleição presidencial não está marcada para 2028, mas, se Erdogan quiser tentar um terceiro mandato, precisará convocar eleições antecipadas, o que depende de apoio no parlamento.
  • O processo contra Imamoglu segue com o tribunal escalando as acusações, incluindo suposta organização criminosa, enquanto a Justiça é alvo de críticas de analistas e da União Europeia.

Ekrem İmamoğlu, prefeito de Istambul, preso há quase um ano, disse à Reuters que o presidente Tayyip Erdoğan deveria convocar eleições antecipadas agora e que Erdoğan perderia se concorresse novamente. O depoimento foi feito a partir da prisão de Silivri, no oeste de Istambul.

Imamoglu, filiado ao CHP, tornou-se uma das principais vozes da oposição desde vencer as eleições de Istambul contra o AKP. Ele nega as acusações de corrupção que motivam a detenção, e afirma manter a candidatura presidencial formal do CHP, mesmo sob prisão.

A defesa informa que Imamoglu trabalha cerca de 18 horas por dia, com advogados, e continua a gerenciar a prefeitura, lendo cartas de apoiadores e estudando os casos em andamento. A agenda de março traz o início de seu julgamento por suposta organização criminosa.

O CHP vem há meses pedindo eleições antecipadas. Segundo a bancada oposicionista, uma vitória do partido restauraria o Estado de direito, abriria negociações de adesão à UE e adotaria um modelo econômico mais social-democrata. Erdogan ainda não se posicionou sobre o tema.

O processo legal envolve a Procuradoria, que pediu pena de mais de 2 mil anos ao réu. A corte manteve Imamoglu sob custódia enquanto o caso segue, em meio a críticas sobre suposta interferência política no judiciário. A data de julgamento está marcada para março.

Analistas indicam que a probabilidade de eleições antecipadas ainda depende do apoio parlamentar e de mudanças constitucionais. Embora o pleito presidencial não esteja previsto antes de 2028, há expectativa sobre a estratégia política de ambos os lados.

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