- O nono congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte deve ocorrer em Pyongyang no final de fevereiro de 2026, como o principal fórum de decisão do partido.
- O evento deve revisar os últimos cinco anos e definir a linha de governança para economia, defesa e diplomacia.
- Espera-se a apresentação de um novo plano quinquenal, com ênfase em metas “científicas e realistas” para os próximos anos.
- O líder Kim Jong Un tem intensificado o impulso de armas e inspeções industriais, além de reforçar laços com a Rússia; o congresso pode confirmar novas metas de produção de armamentos.
- Há expectativa de sinais sobre liderança e possível família, incluindo especulações sobre a sucessão e o papel da filha Ju Ae, embora sem confirmação formal até o momento.
North Korea deve realizar ainda neste mês o nono Congresso do Partido Trabalhista, maior encontro político do país. O evento revisa desempenho, define metas e pode sinalizar mudanças de liderança. O país planeja ampliar prioridades econômicas, de defesa e diplomacia.
O Congresso, cuja realização foi aprovada em plenário em junho, deve abrir em Pyongyang no final de fevereiro de 2026. É o foro decisório máximo do partido e deverá avaliar os últimos cinco anos e traçar diretrizes para o próximo estágio.
Espera-se a apresentação de um novo plano quinquenal. Kim Jong Un tem enfatizado metas “científicas e realistas” e a necessidade de concentrar investimentos em indústrias pesadas, agricultura e manufaturas. A preparação envolve visitas a instalações de construção e indústria.
A pauta também deve tratar do acúmulo de armas. Pyongyang tem mostrado avanços em capacidades estratégicas, incluindo lançadores de foguetes e armas convencionais, com metas de produção a serem definidas no Congresso. Analistas diversificam as leituras sobre eventuais anúncios.
Perguntas sobre liderança acompanham o processo. O último Congresso viu substituições entre membros e técnicos econômicos. Debates sobre restauração do título de presidente para Kim surgem entre especialistas, com a atenção voltada à filha Ju Ae, que tem se destacado em atos públicos.
A relação com a Rússia é outro foco provável. Kim tem elogiado missões de soldados no exterior e a cooperação defesa-estratégica com Moscou, fortalecida por acordo de defesa assinado em 2024. O Congresso pode confirmar prioridades nessa parceria.
Nos desdobramentos, analistas observam sinais sobre posições com Estados Unidos, Coreia do Sul e China. A agenda de treinamento e demonstrações de força pode buscar maior alavanca para negociações com Washington, caso haja abertura para diálogo.
Fonte: agências internacionais acompanharam o ritmo de atividades de Kim, que associas as ações militares a metas econômicas para o encontro. O evento é visto como indicador de possíveis alterações na linha de governança, incluindo ajustes de prioridades.
Entre na conversa da comunidade