- A aliança NATO será cada vez mais liderada pela Europa, mantendo, porém, a presença forte dos Estados Unidos.
- Aliados europeus devem aumentar significativamente os gastos militares nos próximos anos.
- A transição ocorrerá passo a passo, em estreita coordenação com os Estados Unidos e com base no processo de planejamento de defesa.
- A declaração foi feita pelo secretário-geral Mark Rutte durante a Munich Security Conference, em Munique.
NATO dará sinais de liderança cada vez mais europeia, mantendo a presença firme dos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, numa coletiva à imprensa durante a Munich Security Conference, em 13 de fevereiro, na Alemanha.
Segundo Rutte, o processo será gradual e ocorrerá em estreita relação com os EUA, baseado no ciclo de planejamento de defesa existente. A meta é adaptar a organização às mudanças de capacidade e prioridade entre os aliados europeus.
A ideia central é que as democracias europeias elevem seus gastos e investimento em defesa, fortalecendo o papel da Europa na coordenação estratégica da aliança, sem afastar Washington.
Implicações estratégicas
Espera-se que o redesenho tenha impactos na aliança como um todo, com maior autonomia europeia em operações de defesa, ao mesmo tempo em que a participação dos EUA se mantém decisiva para a dissuasão e a capacidade de resposta.
Analistas ressaltam que o ritmo dependerá do progresso dos planos de defesa e da cooperação entre os membros, bem como da continuidade de compromissos políticos entre as nações da aliança.
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