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Merz: EUA não podem agir sozinhos, na conferência de Munique

Merz diz que EUA não podem agir sozinhos, pede reforço da parceria transatlântica e papel robusto de aliados na OTAN

Volodymyr Zelensky and Friedrich Merz meet on the sidelines at the 62nd Munich security conference. The German chancellor told the gathering of world leaders that Germany was striving for ‘partnership-based leadership’.
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  • Friedrich Merz, segundo o discurso na Conferência de Segurança de Munique, disse que os Estados Unidos não são fortes o suficiente para agir sozinhos e precisam de aliados.
  • Ele pediu que Washington reconheça a possibilidade de exaurir a Rússia economicamente e, até, chegar a uma negociação sobre a Ucrânia.
  • Merz afirmou que a ordem internacional baseada em regras acabou e enfatizou a importância de reparar a confiança transatlântica.
  • O chancelar criticou a forma de governar de Trump, defendendo comércio livre, acordos climáticos e a Organização Mundial da Saúde, em defesa de uma Europa mais independente.
  • Também mencionou conversas com o presidente francês sobre mísseis nucleares europeus, defendendo que esse deterrente seja integrado ao arsenal da Otan, sem privilegiar partes da Europa.

O chanceler alemão Friedrich Merz alertou, na abertura da Conferência de Segurança de Munique, que os EUA, agindo sozinhos, alcançaram os limites de seu poder e podem ter perdido o papel de líder global. A fala ocorreu durante o encontro, com a presença de lideranças globais, incluindo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Merz reiterou a necessidade de parcerias e destacou que, na era de grandes potências, a participação da Otan é uma vantagem competitiva para os Estados Unidos e para a Europa. O chanceler também pediu reconhecimento de que é possível esgotar economicamente a Rússia e levá-la a negociar sobre a Ucrânia.

O discurso, em inglês para enfatizar a mensagem, traçou um panorama de que o antigo sistema internacional não existe mais na forma anterior. Merz defendeu uma cooperação transatlântica fortalecida e uma Europa menos dependente dos EUA, sem abandonar a Otan.

Avanços e próximos passos

Merz informou ter iniciado conversas com o presidente francês Emmanuel Macron sobre mísseis nucleares europeus, ferramenta de dissuasão integrada à OTAN. A ideia é evitar que qualquer parte da Europa tenha níveis de defesa desiguais.

O chanceler sinalizou que a Alemanha busca uma liderança baseada em parceria dentro da aliança, sem hegemonias. Ele ressaltou a importância de uma resposta europeia firme frente à dinâmica entre grandes potências.

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