- O chanceler alemão Friedrich Merz, em Munique, defendeu a aliança transatlântica e disse que o velho order já não existe, reforçando que “juntos somos mais fortes”.
- Merz pediu a refundação da OTAN e mais responsabilidades para a União Europeia, com aumento do gasto militar e desburocratização econômica.
- O líder alemão mencionou conversas com o presidente francês Emmanuel Macron sobre uma possível capacidade nuclear dissuasiva europeia dentro do guarda-chuva da OTAN.
- O discurso reconheceu a distância entre EUA e Europa, citando Vance, mas afirmou que a guerra cultural de MAGA não é a nossa, mantendo o relacionamento com Washington.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, representando o governo americano, ressaltou que o mundo mudou e que o papel da OTAN exige reconsideração e cooperação adicionais.
O chanceler alemão Friedrich Merz reforçou, nesta sexta-feira em Múnich, a necessidade da aliança transatlântica. Em discurso na Conferência de Segurança, afirmou que o velho ordenamento não existe mais e pediu manter vivo o vínculo com Washington, apesar das divergências.
Merz citou a necessidade de renovar a OTAN e inflamar maior responsabilidade da União Europeia na defesa. O objetivo é ampliar o gasto com armamentos e reduzir burocracias, alinhando tecnologia, produção e cooperação entre os aliados.
O chanceler reconheceu que as relações EUA-Europa passam por tensões, inclusive após críticas de autoridades europeias a ventos de restrição de liberdades. Em 2023, o discurso de J. D. Vance, ex-auxiliar de Trump, gerou debates sobre a relação transatlântica.
Mesmo assim, Merz afirmou que a proteção norte-americana continua relevante. Sinalizou que a parceria traz benefícios para ambos os lados, destacando que a OTAN não é apenas uma vantagem europeia, mas também uma vantagem para os Estados Unidos.
O discurso ocorreu durante a Conferência de Munique, que reúne líderes, especialistas e membros do governo para discutir segurança europeia. Merz mencionou ainda conversas com o presidente francês Emmanuel Macron sobre capacidades nucleares europeias sob o guarda-chuva da OTAN.
O chanceler pediu uma refundação da aliança, sem abandonar a cooperação que já existe. Enfatizou que a Europa precisa demonstrar soberania estratégica sem romper com os parceiros tradicionais, mantendo o diálogo aberto com Washington e Bruxelas.
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