- O investidor britânico Sir Leonard Blavatnik vende quase 15% da Channel 13, emissora israelense que tem feito cobertura crítica ao governo de Benjamin Netanyahu; o comprador é o empresário Patrick Drahi.
- A Federação de Jornalistas de Israel qualifica a operação como um golpe à liberdade de imprensa e a vê como parte de um suposto plano governamental para “capturar a mídia” antes das eleições.
- Críticos argumentam que, mesmo com 15%, Drahi pode exercer controle editorial total, já que Blavatnik não pretende reinvestir no canal.
- Um consórcio de empreendedores liberais de tecnologia apresentou uma oferta rival para 74% da Channel 13, com proposta de investimento significativo na modernização da emissora.
- O governo, Drahi e a parte envolvida não comentaram; jornalistas temem perdas de empregos e menor diversidade de opiniões caso a venda seja aprovada.
Sir Leonard Blavatnik está vendendo quase 15% da Channel 13, emissora israelense, para o magnata Patrick Drahi. A operação, de valor não divulgado, amplia a participação de Drahi em meios de comunicação no país. A venda ocorre em meio a críticas de que perderá independência editorial.
A venda foi anunciada após o canal ter adotado cobertura crítica ao governo de Benjamin Netanyahu, incluindo investigações sobre suas finanças. Blavatnik já acumula outras atividades de mídia pelo mundo, mas não investirá mais recursos no canal, segundo relatos.
A Associação de Jornalistas de Israel reagiu ao negócio, classificando-o como potencial ataque à liberdade de imprensa e associando-o a um suposto plano governamental para capturar a mídia. A entidade afirma que Drahi poderia concentrar o controle do conteúdo.
Contexto da proposta e alternativas
Drahi, que já controla Altice e possuí outros ativos, seria o único investidor com participação relevante, elevando o risco de dependência financeira do canal. Técnicos e críticos veem esse cenário como possível perda de diversidade de opinião.
Um consórcio de empresários de tecnologia teve uma proposta rival para 74% do Channel 13, com planos de investir entre 80 e 120 milhões de dólares nos próximos três anos. As negociações ainda não foram finalizadas.
A assessoria da Access Industries, controladora de Blavatnik, negou pressões políticas para a venda e afirmou que a transação foi escolhida pela melhor oferta entre dois grupos. Não houve resposta oficial do governo israelense.
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