- Candidato do Reform UK em Gorton e Denton, Matt Goodwin, aparece em vídeo de novembro de 2024 defendendo que jovens mulheres enfrentem uma “realidade biológica” e que muitas tenham filhos “bem mais cedo” na vida.
- As declarações foram consideradas por criticos como uma possível visão de “fantasia da ala radical” e geraram forte reação de parlamentares e ativistas por igualdade.
- Em anterior reportagem, Goodwin também tinha sugerido taxar quem não tem filhos; o partido disse que se tratava de abrir um debate sobre como incentivar mais filhos e apoiar famílias britânicas.
- Reações incluíram a deputados como a presidente da comissão de mulheres e igualdade do Parlamento, que classificou as falas como ofensivas e que colocam a culpa sobre mulheres.
- Em outra gravação, Goodwin participou de um podcast com o autor Jordan Peterson, discutindo temas sobre feminização do ensino superior; o Reform afirmou que tratava de estudos revisados por pares sobre diferenças psicológicas entre homens e mulheres.
O candidato do Reform UK em Gorton e Denton é alvo de críticas após surgir um vídeo no YouTube, gravado em novembro de 2024. Nele, Matt Goodwin defende que jovens meninas e mulheres devem receber um ajuste de “realidade biológica”. A declaração aponta para uma visão de crise demográfica.
No vídeo, Goodwin afirma que muitas mães no Reino Unido têm filhos tarde demais e sugere que mulheres sejam informadas sobre a biologia para que entendam a suposta urgência de ter filhos mais cedo. As falas desencadearam reação rápida nas redes e na política.
A notícia vem poucos dias após o jornal ter publicado outra fala do candidato, em que defendia cobrar mais impostos de quem não tem filhos. A reportagem também traz contexto sobre debates anteriores de Goodwin.
Reação e repercussão
Sarah Owen, presidente da comissão de Mulheres e Igualdade da Câmara, classificou as falas como ofensivas e culpabilizadoras para mulheres com dificuldades de fertilidade. Ela enfatizou que quem não pode ter filhos não deve ser alvo de punição fiscal.
Natalie Fleet, deputada trabalhista, relatou ter passado por uma gravidez aos 15 anos e afirmou que o tema pode soar distorcido a quem enfrentou dificuldades reais. Fleet destacou que fertilidade envolve questões pessoais.
A discussão ganhou contornos de polêmica envolvendo a relação entre feminilidade, educação superior e políticas públicas. Em outro contexto, Goodwin participou de um podcast com Jordan Peterson, em que debatedores discutiram o que chamaram de autoritarismo político em universidades.
Contexto político
Houve esclarecimentos do Reform sobre falas anteriores de Goodwin, inclusive sobre propostas para incentivar famílias a ter mais filhos. O partido afirmou que não defendia imposto adicional a mulheres sem filhos, mas defende um debate maduro sobre políticas familiares.
A candidata verde no pleito, Hannah Spencer, disse que há questões de custo de vida e desigualdades de saúde que precisam de solução prática, não de respostas divisivas. Ela pediu foco em problemas reais da população.
Líderes da oposição observaram o episódio com cautela. A deputada Stella Creasy criticou duramente a ideia de que mulheres deveriam cumprir um papel reprodutivo antes de outras opções de vida. A deputada ressaltou riscos de retrocesso social.
Panorama do pleito
O pleito de Gorton e Denton ocorre em meio a debates sobre políticas familiares, educação e serviços públicos. A controvérsia envolvendo Goodwin amplia o clima de campanha, com impactos previstos sobre a percepção pública do Reform UK.
A emissora local e veículos nacionais acompanharam a evolução do assunto, com declarações oficiais dos representantes dos partidos. O tema segue sob monitoramento conforme novas informações forem surgindo.
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