- Francesca Albanese, relatora da ONU para Palestina, é alvo de pedidos de demissão de França, Alemanha e República Checa, que dizem que ela chamou Israel de “enemigo comum da humanidade”; a própria relatora nega.
- O governo francês pediu a saída da especialista, enquanto o alemão e o checo também criticaram publicamente suas declarações; a Áustria manifestou apoio crítico, mas anunciou retratação.
- Albanese afirmou em Doha que o inimigo comum da humanidade é o “sistema” que sustenta o que chamou de genocídio em Palestina, e não apenas Israel.
- Um grupo independente de profissionais da ONU apoia Albanese, pedindo às nações que a acusação seja corrigida; aONU afirmou defender o direito para expressão dentro de seu mandato.
- Países europeus estudam caminhos formais para contestar a fala, incluindo procedimentos junto ao Conselho de Direitos Humanos; a resposta diplomática segue em curso.
França, Alemanha e República Tcheca pediram a demissão da relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, após alegações de que Israel seria o “inimigo comum da humanidade”. Albanese qualificou as declarações como falsas e fora de contexto. Italy também criticou, sem exigir seu afastamento.
A controvérsia teve início em França, quando uma deputada afirmou que Albanese teria feito esse comentário durante um fórum da Al Jazeera, realizado no Qatar. Em seguida, o ministro francês Barrot cobrou publicamente a demissão. Na Alemanha, o chanceler Bar trouxe a questão a público, reiterando descontentamento com o tom das declarações.
Na República Checa, o Ministério das Relações Exteriores também criticou Albanese, afirmando que há limites para a paciência. Austria também manifestou posição semelhante, embora tenha removido o post posteriormente. A defesa de Albanese sustenta que houve distorção de seu discurso.
O que disse Albanese
Albanese publicou, na segunda-feira, trechos de sua intervenção em Doha, destacando que o “inimigo comum” é o sistema que sustenta o que ela chamou de genocídio em Palestina, citando financiamento, algoritmos e armas como fatores. Ela afirmou que o sistema favorece políticas que perpetuam violações.
Reação internacional e apoio
O tema ganhou apoio de um grupo de trabalhadores da ONU que atuam de forma independente, pedindo que nações desconsiderem informações incorretas. O porta-voz do secretário-geral António Guterres reiterou que jornalistas podem se expressar dentro do mandato, lembrando recursos institucionais para objeções.
Outras ações seguem em andamento: a França avalia levar o caso ao Comitê de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O relator da ONU para habitação manifestou solidariedade a Albanese, classificando as condenações como comportamento inadequado de alguns Estados.
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