- O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos pode entrar em shutdown formal à meia-noite, após o Senado não alcançar os 60 votos para aprovar o orçamento da agência.
- A votação ocorreu com forte apoio partidário e apenas um senatorial democrata, John Fetterman, votou a favor; democratas também bloquearam uma extensão temporária.
- Serviços como TSA (agentes de proteção de aeroportos), Serviço Secreto e FEMA podem sofrer interrupções, apesar de ICE (Agência de Imigração e Alfândega) e CBP (Aduanas e Proteção de Fronteiras) manterem operações essencias com orçamento já provisionado.
- A oposição democrata exige reformas significativas na atuação de ICE e CBP, incluindo uso de câmeras corporais e exigência de mandados judiciais para entradas em propriedades privadas; republicanos resistem a parte das propostas.
- O impasse ocorre durante recesso de dez dias, com muitos legisladores já fora para compromissos internacionais, aumentando a possibilidade de um shutdown mais longo.
O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) está prestes a sofrer um shutdown oficial à meia-noite, após deputados deixarem Washington para um fim de semana prolongado sem resolver o impasse sobre o financiamento da agência. Serviços domésticos, como voos internos e a Guarda Costeira, podem enfrentar interrupções.
A Câmara e o Senado falharam em aprovar o projeto de appropriações do DHS, que precisava de 60 votos no Senado. A votação terminou em 52 a 47, com apenas John Fetterman, do Pennsylvania, apoiando a medida entre os democratas. Mentiras temporárias de financiamento também foram rejeitadas.
Democratas bloqueavam o financiamento como forma de protesto contra táticas violentas na recente operação de imigração do governo Trump em Minneapolis. Entidades sob DHS, como ICE e CBP, estão no centro das exigências de reformas apresentadas.
Desdobramentos
Antes da votação de quinta-feira, o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, acusou os republicanos de escolher o caos e pediu negociações em boa fé para conter a atuação de ICE e as violências citadas.
O governo sinalizou que a operação de Minnesota deveria terminar, com o recuo do número de agentes do ICE no estado voltando ao nível normal. O anúncio veio do atual responsável pela política de fronteiras, Tom Homan, substituindo o antecessor Greg Bovino.
Embora haja expectativa de retorno dos senadores caso haja acordo, o fim de semana parece inviável, pois muitos parlamentares viajaram para a conferência de segurança de Munique, na Alemanha.
Impactos esperados
A paralisação não deve afetar, de imediato, operações de ICE e CBP, consideradas vitais e já financiadas. O risco maior recai sobre serviços como TSA, Secret Service e FEMA, que podem sofrer interrupções.
Trabalhadores da TSA devem manter atividades durante o fim de semana para reduzir impactos nos deslocamentos, minimizando impactos de paralisações anteriores. Muitos funcionários da FEMA podem ficar sem pagamento, prejudicando a resposta a desastres.
O Congresso já vivia um cenário de incerteza: no fim de janeiro houve outra paralisação parcial, com o Senado aprovando financiamento para quase todos os setores, exceto DHS, que recebeu extensão de duas semanas.
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