- Kamala Harris’ campanha @KamalaHQ foi rebatizada como Headquarters, um hub de conteúdo digital voltado a jovens e à narrativa liberal, divulgado em várias plataformas.
- O objetivo é combater a máquina de conteúdo da direita, usando a base de seguidores para difundir conteúdo anti‑Trump e assuntos progressistas, com foco em educação e ativação.
- Equipes de oito a doze pessoas, vinculadas ao People for the American Way e à Luminary Strategies, vão gerenciar a produção, curadoria de clipes e vídeos diretos.
- O plano é manter Headquarters como uma fonte de notícias e comentários com viés progressista, sem controle editorial direto da vice-presidente, e sem cargo formal de campanha para o conteúdo.
- Na primeira semana após o relançamento, o projeto reportou cerca de 160 milhões de visualizações, mais de 300 mil novos seguidores e mais de meio milhão de compartilhamentos.
O comitê de Kamala Harris relançou a conta de sua equipe online, transformando @KamalaHQ em uma operação de resposta rápida digital sob a marca Headquarters. A mudança ocorreu após a temporada eleitoral de 2024, quando a página acumulou seguidores com memes, trechos virais e tom marcado, sem impedir a vitória de Donald Trump.
Headquarters surge como um hub de conteúdo com foco liberal, visando opor-se à máquina de conteúdo da direita. A equipe por trás do projeto descreve-o como uma plataforma de notícias e comentários com visão progressista, mantendo a VP fora do controle editorial direto. A meta é ampliar o alcance para além de uma eleição, envolvendo causas amplas.
A articulação envolve oito a doze profissionais diários, sob a aegis da People for the American Way (PFA) e com apoio da Luminary Strategies. Além de clipes de atualidades, a operação planeja manter vídeos diretos de funcionários e ampliar uma rede de talentos digitais, com foco em combate a narrativas de direita e na formação de novas vozes progressistas.
A diretriz é agir com rapidez e reduzir barreiras de aprovação, seguindo modelo já utilizado na campanha. O objetivo é consolivar HQ como um polo para criadores, mantendo o conteúdo informado e com foco em educação cívica, sem prescrever posições políticas específicas. A equipe enfatiza uma abordagem de pluripartidarismo dentro da esquerda para fortalecer a coalizão antiproteção de políticas da extrema direita.
Entre as questões discutidas, o grupo afirmou que o projeto não substitui a liderança de Harris, mas funciona como um braço de conteúdo com diretrizes editoriais próprias. O trio de prioridades, segundo eles, inclui questões como Epstein, ICE e economia, com produção contínua de material temático. A ideia é evitar dependência de um único tema ou agenda.
A estratégia também envolve presença em diversas plataformas, incluindo X, Instagram, TikTok, Substack e Facebook, além de explorar parceria com veículos locais como o Courier Newsroom. A equipe ressalta a necessidade de alcance amplo, alcançando públicos em diferentes frentes digitais, inclusive em plataformas com desafios regulatórios.
Sobre a relação com candidatos e políticas, o grupo afirma atuar como núcleo de divulgação de informações progressistas, sem indicar suporte formal a candidaturas específicas. A narrativa se apresenta como base de valores, com abertura para cobrir uma gama de temas que interessem aos eleitores, sem decisões partidárias prescritivas.
Resultados já observados incluem crescimento de seguidores, cliques e compartilhamentos. Em dados divulgados ao fim da primeira semana de Headquarters, foram registrados centenas de milhares de compartilhamentos e milhões de visualizações, com milhares de novos seguidores agregados.
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