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Briga entre pré-candidatos ao Senado pressiona governador de Sergipe

Briga entre André Moura e Alessandro Vieira expõe fissura na base governista e pressiona Mitidieri a manter unidade antes do Carnaval

O ex-deputado André Moura, o governador Fabio Mitidieri, o deputado Jefferson Andrade e o senador Alessandro Vieira, em encontro que anunciou aliança nas eleições de 2026 - Foto: Reprodução/Instagram
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  • Governador Fábio Mitidieri enfrenta crise na base ao confronto entre os pré-candidatos ao Senado, André Moura e Alessandro Vieira.
  • André Moura foi condenado por peculato pelo Supremo Tribunal Federal, e assinou acordo com a PGR em 2023 que o livrou da prisão; os termos permanecem sigilosos.
  • Alessandro Vieira apontou que Moura teme acordar com Polícia batendo à porta, comentário visto como ataque político pelos aliados de Moura.
  • Mitidieri pretende agir como árbitro da situação; pediu reunião com Moura, que deve contar com a presença do pai de Mitidieri, Luiz Mitidieri.
  • O impasse pode reabrir espaço para outras lideranças, como Rogério Carvalho (PT) e Edvaldo Nogueira (PDT); decisões dependem de acordo com o presidente Lula em março.

O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), encara uma crise interna na chapa que disputa o Senado em 2026. A briga envolve os pré-candidatos André Moura (União) e Alessandro Vieira (MDB), cuja rivalidade ganhou contornos públicos após declarações polêmicas nesta semana.

Tudo começou com uma entrevista de Alessandro Vieira a uma rádio local, na qual sugeriu que Moura teme acordos com a polícia. A fala remete a problemas judiciais envolvendo Moura, condenado pelo STF por peculato, mas que firmou acordo com a PGR em 2023 para afastar a prisão, ainda sem detalhes tornados públicos.

A reação dentro do grupo governista foi rápida. Partidos aliados de Moura enxergaram a declaração como ataque pessoal e tentativa de inviabilizar sua pré-candidatura. Mitidieri considerou o episódio desnecessário e desrespeitoso, sinalizando constrangimento para ficar no mesmo palanque.

No dia seguinte, Moura reagiu, segundo aliados, defendendo a necessidade de preservar a imagem do bloco e evitar desgastes eleitorais. Mitidieri já havia indicado que não haveria espaço para convivência com o que classificou como ataque que ultrapassa limites da política.

A oposição dentro da Câmara de Aracaju chegou a deliberar, com apoio de Moura, por uma moção de repúdio a Vieira. O episódio é considerado inédito e evidencia a tensões internas entre os partidos da base governista, que tentam manter unidade em meio a disputas.

Entre os interlocutores de Mitidieri, a leitura é de quebra de um pacto de não agressão que teria sido firmado há meses, quando a chapa foi oficializada. A crise pressiona o governador a agir como árbitro, tarefa que ele tem tentado evitar para manter a coesão do grupo.

Mitidieri já telefonou para Moura após a polêmica e marca encontro presencial nos próximos dias, com a participação de Luiz Mitidieri, pai do governador e secretário da Casa Civil. Em entrevista à FanFM, o governador disse que o episódio foi desnecessário e desrespeitoso.

O impasse, com duas vagas ao Senado em jogo, não envolve apenas disputas pessoais, mas posicionamentos estratégicos dentro da base. Nomes como Rogério Carvalho (PT) e Edvaldo Nogueira (PDT) aparecem como potenciais aliados caso haja reconfiguração, o que aumenta o risco de fissuras no apoio ao atual governo.

Qualquer movimentação requer cautela, pois uma aproximação com o PT exsurgiria desafios locais, dado o histórico de oposição do partido ao governo e tensões em pleitos anteriores. Avaliações internas apontam que desconsiderar velhos aliados pode desperdiçar espaços políticos relevantes.

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