- O presidente da Assembleia Nacional do Líbano, Nabih Berri, disse que manterá as eleições parlamentares agendadas para 10 de maio.
- Berri pediu formalmente ao presidente e ao governo que não haja atraso na votação, apesar de pedidos de adiamento por motivos de segurança no sul do Líbano.
- Ele informou que abriu o registro de candidaturas e já protocolou o primeiro pedido de nominatura para o distrito Tyre-Zahrani, no sul.
- As eleições de 2022 tiveram baixa participação e mostraram ganhos de candidatos reformistas, com o Hezbollah e aliados perdendo a maioria parlamentar.
- Berri é aliado do Hezbollah, bloco que tem interesse direto na formação de autoridades e na vida política do país.
O presidente da Câmara dos Deputados do Líbano, Nabih Berri, afirmou nesta sexta-feira que manterá a eleição parlamentar prevista para ocorrer em 10 de maio. A posição foi comunicada ao presidente da República, ao governo e ao público.
Berri, líder xiita aliado do Hezbollah, sustenta que não é admissível atrasar o processo constitucional neste momento. A confirmação chega após apelos de alguns políticos locais por postergação devido a questões de segurança no sul do Líbano.
O chefe do Legislativo já abriu o registro de candidatura e apresentou o primeiro pedido de indicação para o distrito Tyre-Zahrani, no sul do país. Em maio de 2022, o Líbano realizou a última eleição, marcada por abstenção e descontentamento com a crise econômica.
Contexto eleitoral e desdobramentos
A repressão a focos de violência na região fronteiriça com Israel elevou preocupações de segurança entre autoridades locais. A votação de 2022 mostrou ganhos de candidatos reformistas, mas Hezbollah e aliados perderam participação majoritária no parlamento.
Berri reiterou que o pleito é fundamental para a formação de autoridades e a continuidade do ciclo político. A imprensa local acompanha o desenrolar da candidatura e eventuais impactos na composição do novo parlamento.
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