- Em Bangladesh, eleição provocada por uma mobilização da geração Z resultou em apenas seis assentos para o Partido Nacional de Cidadãos (NCP), em 300 cadeiras.
- No pleito, o Bangladesh Nationalist Party (BNP) foi o vitorioso, mantendo a liderança do país, já tendo governado três vezes, a mais recente entre 2001 e 2006.
- O NCP ficou distante de ampliar apoio ao competir em apenas thirty cadeiras, após entrar numa coalizão com o Jamaat-e-Islami, partido islamista.
- Analistas afirmam que a aliança com Jamaat afastou eleitores jovens que buscavam uma nova classe política após o movimento de 2024, fortalecendo o BNP.
- Um dos seis ganhadores da NCP foi Abdullah Al Amin, 32 anos, que disse que a organização ainda está no início e pretende seguir buscando mudanças no país.
O voto de 2026 em Bangladesh mostrou que a mobilização da Geração Z não garantiu vitória expressiva para uma força jovem. Em eleições parlamentares, o partido liderado pela juventude ficou com apenas seis assentos na Câmara de 300 cadeiras, enquanto a aliança tradicional dominou o pleito. O resultado evidencia as dificuldades de traduzir protesto social em apoio eleitoral estável.
Os eleitores optaram majoritariamente pela Bangladesh Nationalist Party (BNP), já governante por três mandatos, o mais recente entre 2001 e 2006. A NCP, surgida a partir dos protestos de 2024, ficou afastada do apoio maciço esperado e participou de forma reduzida, integrada a uma coalizão com outras forças históricas.
Desempenho da NCP na eleição
A NCP contou com pouca adesão ao longo da campanha e disputou apenas 30 cadeiras, segundo a coalizão a que se juntou para ampliar sua visibilidade após a morte de um líder da insurreição em Dhaka. Analistas destacam que a base de apoio não se consolidou a tempo de competir com a prática política estabelecida.
Entre os vencedores, apareceu Abdullah Al Amin, 32 anos, advogado e secretário-geral adjunto da NCP. Em declaração após a vitória, ele afirmou o início de um percurso político e a intenção de promover mudanças no país, ainda que reconhecesse margens estreitas nas disputas.
O que ficou fora da previsão
Especialistas ressalvam que a aliança com Jamaat-e-Islami afastou eleitores jovens que buscavam uma nova elite política, pós-Hasina. A educação política dos jovens e a organização institucional da NCP foram apontadas como pontos críticos para a tração necessária.
Outros analistas ressaltam que a BNP se apresentou em um formato mais sólido e coeso, o que facilitou a mobilização de eleitores em vez de depender de alianças com movimentos menos estruturados. A avaliação aponta para a necessidade de reformulação da estratégia da NCP para as eleições locais do próximo ano.
Olhando para frente
Segundo a NCP, a prioridade passa a ser a reconstrução interna e a atuação na governo local, com foco em fortalecer a organização e a comunicação pública. Pesquisadores indicam que o desempenho pode influenciar a configuração de cenários futuros, principalmente no contexto de mobilização de jovens em disputas locais.
Tasnim Jara, médica e ex-membro da NCP que concorreu de forma independente, ressaltou a importância de uma campanha limpa e organizada para sustentar a viabilidade de um projeto político a longo prazo, mesmo diante de derrotas significativas.
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