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Think tank de Blair acusa Miliband de elevar preços da energia

Instituto Tony Blair acusa Ed Miliband de elevar tarifas de energia ao acelerar a descarbonização e pede abandono de políticas verdes, incluindo o objetivo de 2030

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  • O think tank de Tony Blair acusou Ed Miliband de elevar os preços de energia ao incentivar uma matriz energética mais ambientalmente eficiente.
  • O relatório, divulgado nesta semana, recomenda que o governo abandone algumas medidas verdes, incluindo a meta de descarbonizar quase completamente o sistema elétrico até 2030.
  • A autoria é do consultor sênior de políticas energéticas Tone Langengen, com endosso de Blair, que afirma que o marco energético não se adaptou às novas condições econômicas, tecnológicas e geopolíticas.
  • O governo promoveu a compra de 8,4 gigawatts de energia eólica offshore, com preço médio de £ 60,25 por megavatio-hora, o que, segundo o órgão, ajuda a chegar à meta de 2030.
  • O Instituto Blair também sugere reduzir a taxação de lucros extraordinários de petroleiras e incentivam a perfuração no Mar do Norte, argumentando que a produção doméstica é um ativo estratégico.

O think tank de Tony Blair acusou Ed Miliband de onerar os preços de energia ao incentivar políticas para tornar o abastecimento britânico mais sustentável. O relatório foi publicado na sexta-feira pelo Tony Blair Institute (TBI) e critica as políticas verdes do governo, sugerindo reduzir algumas delas, inclusive a meta de zerar a emissão de carbono na eletricidade até 2030.

Segundo o documento assinado pelo principal assessor de política energética do instituto, Tone Langengen, com apoio de Blair, a meta 2030 já não atende ao cenário econômico, tecnológico e geopolítico atual. O texto sustenta que o arcabouço energético britânico não se ajustou às mudanças e que as políticas se afastaram dos fundamentos necessários.

Um interlocutor do Labour respondeu, destacando que é possível substituir combustíveis fósseis caros por energia limpa doméstica, enfatizando a visão de reduzir tarifas. Miliband havia prometido, antes das eleições, reduzir as contas em cerca de 300 libras anuais em média. A comparação com o custo atual foi focalizada pela imprensa.

Contexto financeiro e impactos recentes

O governo encomendou recentemente 8,4 gigawatts de eólica offshore, informou que o projeto manteria a eletricidade alinhada à meta de 2030. O custo médio informado foi de 60,25 libras por megawatt-hora, cerca de 50% superior ao registrado em 2019. Ministros ressaltam que o gás continua sendo uma referência de custo, ainda que sujeito a volatilidade.

O TBI argumenta que os preços do gás permanecem elevados em função da guerra na Ucrânia, mas que esses custos tenderiam a cair no longo prazo. O governo, por sua vez, sustenta que as incertezas geopolíticas mantêm as tarifas altas e que a transição para fontes limpas reduz a dependência de combustíveis externos.

Uma porta-voz do Departamento de Energia afirmou que a missão de energia limpa é a melhor forma de reduzir tarifas de forma sustentável, destacando potencial de soberania energética, criação de empregos e redução da dependência de fornecedores externos. A instituição defende a necessidade de ampliar a geração doméstica para acompanhar a demanda e a evolução tecnológica.

Posições e desdobramentos

O relatório do TBI também recomenda estimular a exploração no Mar do Norte, incluindo propor a abolição de tributos sobre ganhos extraordinários de petróleo e gás. A análise sustenta que, em um cenário de demanda energética crescente, finanças públicas restritas e competição geopolítica, a produção interna não pode ser tratada apenas como sinal moral.

Blair já havia criticado políticas de energia no passado, alegando que a aposta por energia limpa poderia ter custos elevados. Críticos afirmam que a instância busca favorecer interesses do instituto, que recebe doações significativas de organizações globais e empresas do setor de tecnologia.

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