- Navios da marinha do México chegaram a Havana com mais de oitocentos toneladas de ajuda humanitária, incluindo alimentos, itens de higiene e óleo vegetal.
- Os navios Isla Holbox e Papaloapan aportararam no porto de Havana na manhã de quinta-feira, no contexto de apoio mexicano à Cuba diante da crise econômica ampliada pela pressão dos EUA.
- Não chegou petróleo aos barcos, pois Trump avançou com tarifas a países que fornecem combustível à ilha, agravando o déficit energético cubano.
- A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse que o governo busca medidas diplomáticas para retomar o envio de petróleo a Cuba, e que, assim que os navios retornarem, serão enviados mais tipos de auxílio.
- A relação entre México, Cuba e Estados Unidos é histórica e complexa: o México tem mantido ajuda humanitária apesar da pressão americana, equilibrando solidariedade à ilha com interesses diplomáticos com Washington.
Dois navios da Marinha do México aportaram no porto de Havana na manhã desta quinta-feira com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária. A operação ocorre em pleno agravamento da crise cubana, pressionada pelo embargo dos EUA. A chegada abriu o esforço a partir de fontes mexicanas.
A embarcação Isla Holbox levou cerca de 536 toneladas de alimentos, leite em pó, arroz, feijão, sardinhas, carnes, itens de higiene e óleo vegetal, segundo o governo mexicano. O navio Papaloapan transportou pouco mais de 277 toneladas de leite em pó.
O governo mexicano informou que busca medidas diplomáticas para retomar o envio de petróleo a Cuba, mas ressaltou que, assim que as embarcações retomarem o retorno, enviarão mais tipos de ajuda. O gesto ocorre mesmo sob pressão norte-americana.
Contexto histórico
Analistas destacam que a relação entre México, Cuba e EUA é complexa e remonta a mais de um século, com momentos de solidariedade e alinhamento estratégico. A imprensa local cita dilemas diplomáticos ao equilibrar interesses regionais e pressões externas.
Cenário atual e leituras
Especialistas observam que o apoio mexicano pode ser interpretado como demonstração de independência regional frente a Washington, além de manter vínculos históricos com Cuba. As autoridades falam em manter diálogo com os EUA para viabilizar soluções energéticas.
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