- Lula se reuniu com o senador Rodrigo Pacheco nesta quarta-feira, cerca de 30 minutos, para reforçar o pedido de que ele concorra ao governo de Minas e se colocou à disposição para viabilizar condições políticas e partidárias.
- Pacheco não confirmou a decisão, disse que precisa amadurecer o tema e afirmou que sabe da responsabilidade com o estado; não comentou ao presidente da república.
- O senador é visto como competitivo por o perfil moderado e boa relação com prefeitos de diferentes partidos; o PT insiste nele como cabeça de chapa, mas Pacheco não gostaria de atuar apenas sozinho, dependendo de uma ampla aliança.
- O PSD estuda migração para o União Brasil, com apoio do vice-governador Matheus Simões; há negociações que envolvem reorganização do cenário mineiro, incluindo Rodrigo de Castro na liderança do União Brasil.
- Minas é considerada estratégica para a eleição presidencial de Lula; há expectativa de confirmar Pacheco ou, em caso de indecisão, considerar alternativas como o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com o senador Rodrigo Pacheco nesta quarta-feira, 12, em Brasília, numa conversa de cerca de 30 minutos. O objetivo foi reforçar a possibilidade de Pacheco disputar o governo de Minas Gerais, com Lula sinalizando apoio e viabilidade política para a candidatura.
Segundo aliados, Lula destacou a competitividade do parlamentar e se colocou à disposição para viabilizar as condições necessária para a candidatura, caso haja acordo entre as siglas. Pacheco, por sua vez, afirmou ter gostado do encontro, mas manteve a indefinição, dizendo precisar amadurecer a decisão.
Pacheco é visto como figura competitiva por seu perfil moderado e pela boa relação com prefeitos de diferentes partidos. Lula e a direção do PT em Minas apostam nele para fortalecer a campanha do presidente à reeleição, mas o senador não sinalizou que vá aceitar o desafio sem aliança ampla.
Em novembro, Lula indicou que não seria eleito para o Supremo Tribunal Federal o eventual substituto de Luís Roberto Barroso, e Pacheco avisou ao presidente que poderia deixar a vida pública em 2026, caso não haja acordo. O senador, porém, não confirmou qualquer decisão pública.
Mudanças partidárias em curso
A dúvida sobre o futuro de Pacheco envolve a sigla que deverá representar. O PSD avalia uma mudança para o União Brasil, com a perspectiva de indicar o deputado Rodrigo De Castro para a liderança no governo e ampliar o espaço na bancada mineira.
Conforme relatos de aliados, a migração de Pacheco para o União Brasil depende de conversas internas desde janeiro, com a participação de Davi Alcolumbre, aliado e cacique do Senado. A reorganização interna em Minas também é tema central.
O plano da cúpula petista, segundo a imprensa, é manter Minas como eixo estratégico para a eleição nacional, com a ideia de lançar Pacheco como cabeça de chapa. Ao mesmo tempo, setores da esquerda estudam cenários alternativos caso a indefinição persista, incluindo eventuais apoios a nomes como Alexandre Kalil, do PDT, em detrimento de alianças mais amplas.
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