- Lula se reuniu com o senador Rodrigo Pacheco no Palácio do Planalto e, segundo interlocutores, os dois encaminharam a pré-candidatura dele ao governo de Minas Gerais.
- O presidente já afirmou publicamente que gostaria de ver Pacheco disputando o governo mineiro; Pacheco disse que, no momento certo, tomará uma decisão.
- Pacheco é do PSD-MG, que deve lançar Mateus Simões, vice do governador Romeu Zema, para concorrer ao governo de Minas.
- Alinhado à possibilidade de mudança de partido, aliados citam União Brasil, PSB ou MDB como opções, com MDB já tendo Gabriel Azevedo entre os pré-candidatos.
- A decisão de deixar o PSD dependeria de questões partidárias e de alinhamento com o centro; há resistência interna em alguns cenários caso Pacheco decida concorrer.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quarta-feira no Palácio do Planalto com o senador Rodrigo Pacheco para discutir a possibilidade de lançar a pré-candidatura de Pacheco ao governo de Minas Gerais. A reunião teve a participação de interlocutores próximos ao senador, que confirmaram o encaminhamento da chapa.
Segundo apuração, Lula tem defendido publicamente a candidatura de Pacheco para fortalecer o palanque governista no estado. O encontro ocorreu em meio a diálogos sobre cenários eleitorais, com Pacheco sinalizando que, no momento adequado, tomará uma decisão.
Pacheco, atualmente no PSD, tem sido procurado por ministros e aliados que veem nele um nome forte para compor a base de apoio a Lula em Minas. O senador já discutiu, no fim de 2025, a possibilidade de deixar a vida pública, mas informou que precisava refletir e conversar com aliados antes de decidir.
Mudança de partido
A decisão definitiva de Pacheco envolve questões partidárias, já que o PSD pretende lançar Mateus Simões para o governo de Minas. A possível saída do senador do PSD é debatida entre interlocutores como condição para viabilizar a candidatura.
Aliados citam que Pacheco tem interesse em migrar para um partido de Centro, com possibilidades mencionadas entre União Brasil, PSB e MDB. Contudo, a viabilidade depende de aliança e de como se desenhará o palanque de Minas.
Mesmo com a eventual mudança, há resistência em alguns setores diante de candidaturas de outros nomes no MDB e demais siglas. A situação envolve negociações sobre alianças, vagas proporcionais e composição de palanques regionais em Minas.
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