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EUA removem segregação racial em painéis do cemitério militar na Holanda

Novos painéis no cemitério militar de Margraten omitem a segregação racial, provocando controvérsia entre familiares, cuidadores holandeses e autoridades locais

Veteranos estadounidenses visitan el cementerio de guerra estadounidense el 6 de junio de 2019 en Margraten (Países Bajos).
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  • O cemitério militar americano de Margraten, no sul da Holanda, ganhou novos painéis informativos no início de fevereiro sobre os soldados mortos na Segunda Guerra Mundial e a construção do sítio em 1944.
  • Entre as informações, há menção a dois militares negros que cavaram as tumbas, mas não há referência explícita à segregação racial vivida pelos afrodescendentes no exército. Também aparecem uma enfermeira e um combatente nativo americano.
  • Os painéis substituíram duas placas removidas em 2025, que faziam menção à luta dos tropas afro-americanas contra os nazistas; a retirada ocorreu após uma ordem executiva do então presidente Donald Trump.
  • O embaixador dos EUA na Holanda, Joe Popolo, apresentou os novos painéis e destacou que o Centro de Visitantes do cemitério mostra a relação entre a população local e a manutenção das tumbas.
  • Aproximadamente oito mil trezentos soldados americanos estão enterrados em Margraten, incluindo 174 afroamericanos; há ainda 1.722 nomes de “desaparecidos” expostos no local.

O cemitério militar americano de Margraten, no sul da Holanda, recebeu novos painéis informativos no início de fevereiro. Eles destacam os soldados mortos na Segunda Guerra Mundial e a contribuição das unidades americanas que ajudaram a erguer o cemitério em 1944. Os textos citam, entre outras pessoas, dois enterradores negros.

Os novos painéis foram apresentados no fim de janeiro pelo embaixador dos EUA na Holanda, Joe Popolo, na residência oficial em Haia. A exposição, ligada ao Centro de Visitantes de Margraten, celebra a relação entre a população local e a equipe que mantém as tumbas. Ação ocorre após críticas recebidas por alterações anteriores.

Contexto histórico e reação local

O material substituiu placas retiradas em 2025, que mencionavam a luta dos soldados afro-americanos contra os nazistas. A decisão gerou reação de familiares, dos zeladores neerlandeses e de autoridades locais. A nova versão evita explicitamente a referência à segregação racial no exército.

Historiadores ouvidos pelo jornal destacam que a mudança desvia do reconhecimento da discriminação histórica. Eles ressaltam que o museu pretende contar histórias dos soldados e seus sacrifícios, sem abordar de forma direta o racismo institucional do período.

Organização e preservação

A responsabilidade do local fica com a Comissão Estadounidense de Monumentos de Batalha, cuja gestão define o conteúdo exibido. O centro ressalta que não é um museu de história geral, mas que registra as histórias dos militares e seus legados. Margraten abriga cerca de 8,3 mil soldados, entre eles 174 afroamericanos, com 1,7 mil nomes listados como desaparecidos.

A relação entre os visitantes neerlandeses e o cemitério permanece ativa, com o cuidado contínuo das tumbas desde 1945. O Dia das Mães e o aniversário de falecimentos costumam envolver visitas e homenagens por parte das famílias e da comunidade local.

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