- O senador Alessandro Vieira protocolou, nesta quinta-feira, representação na Procuradoria-Geral da República para que o STF suspenda o ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito sobre fraudes no Banco Master.
- A ação baseia-se em diálogos de investigados com menções a repasses para a Maridt Participações S.A., empresa da qual Toffoli confirmou ser sócio.
- Toffoli afirmou ser sócio da empresa que vendeu o resort, negou amizade ou pagamentos de Daniel Vorcaro e disse que a administração é feita por parentes.
- Vieira pede abertura de investigação sobre pagamentos à Maridt, com apuração de possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça.
- Se a PGR aceitar, o caso seguirá ao plenário do STF para decidir se Toffoli permanece como relator das investigações do Banco Master.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quinta-feira, 12, na Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação para pedir ao STF a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito que apura fraudes bilionárias no Banco Master. O objetivo é o afastamento imediato de Toffoli do caso.
A fundamentação baseia-se em relatórios da Polícia Federal que apontam menções ao ministro em diálogos de investigados, incluindo referências a repasses financeiros para a Maridt Participações S.A., empresa da qual Toffoli afirmou ser sócio. Toffoli reconheceu a sociedade, negou amizade ou pagamentos de Daniel Vorcaro e informou que a administração da empresa fica a cargo de parentes.
Toffoli admite associação a uma empresa envolvida na venda de um resort, mas negou relações pessoais com Vorcaro. O senador sustenta que o vínculo comercial entre o julgador e os investigados compromete a imparcialidade do processo e questiona se a relação social pode influenciar as decisões da relatoria.
Medidas e desdobramentos
Vieira lista ações de Toffoli que, segundo o senador, teriam atrapalhado as investigações, como o lacre e o acautelamento de provas eletrônicas no STF, afastando itens da custódia da Polícia Federal, além de prazos que freariam a atuação pericial.
O pedido também propõe abertura de apuração específica sobre os pagamentos à Maridt, com a investigação de possíveis crimes de corrupção passiva, prevaricação e obstrução de Justiça. O Ministério Público observa a necessidade de avaliar a formalização da suspeição e levar o tema ao plenário do STF, caso aceite a provocação.
A PGR, sob a condução do procurador-geral Paulo Gonet, deve analisar o teor da representação e decidir se formaliza a suspeição. A partir dessa decisão, o caso pode seguir para deliberação no plenário da Corte, com os demais ministros definindo a continuidade de Toffoli na relatoria do Banco Master.
Toffoli declarou ser sócio de empresa que vendeu o resort e reiterou que não mantinha amizade nem recebia pagamentos de Vorcaro, ressaltando que a gestão da empresa é feita por familiares.
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