- A Agência de Segurança Aérea da União Europeia recomendou que as companhias aéreas do bloco evitem sobrevoar o espaço aéreo iraniano até 31 de março.
- A medida prolonga uma advertência feita em meados de janeiro, diante do agravamento das tensões entre Teerã e Washington.
- Em 14 de janeiro, o Irã fechou temporariamente seu espaço aéreo após ameaças de ataques dos Estados Unidos.
- A presença de armas e sistemas de defesa aérea, aliada a respostas estatais imprevisíveis, é apontada como risco elevado para voos civis em todas as altitudes.
- Os EUA e o Irã seguem negociações, com Donald Trump afirmando que continuará as conversas; o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu apoio para limitar o alcance dos mísseis iranianos.
A Agência de Segurança Aérea da União Europeia (EASA) recomendou nesta quinta-feira que as companhias aéreas da EU evitem sobrevoar o espaço aéreo iraniano até 31 de março. A medida prorroga uma advertência anunciada em meados de janeiro, em meio a tensões entre Teerã e Washington.
A recomendação baseia-se à presença de armas e defesas aéreas no espaço iraniano, além de respostas estatais imprevisíveis, que elevam o risco aos voos civis em todas as altitudes. A EASA informou por meio de boletim oficial que a situação exige precaução adicional.
Foi a segunda vez que as autoridades europeias ampliam o aviso sobre o espaço aéreo iraniano desde o aumento das tensões no Irã após as ameaças dos EUA. A decisão busca reduzir potenciais interrupções no tráfego de aeronaves que operam na região.
Teerã já havia tomado medidas drásticas durante o início do ano, fechando temporariamente seu espaço aéreo em resposta a ameaças dos Estados Unidos. A Organização de Aviação Civil iraniana adotou a restrição sem aviso prévio, afetando voos comerciais nacionais e internacionais.
Analistas observam que a escalada entre Irã e EUA alimenta incertezas na região, com receios de que negociações entre as duas potências possam desestabilizar rotas aéreas e zonas de influência no Golfo e arredores. Países vizinhos temem que um conflito se extenda.
O governo dos EUA tem mantido contatos com aliados na região, incluindo uma reunião recente entre o presidente norte-americano e o premiê de Israel. Em declarações públicas, as partes sinalizam a continuidade de negociações, mas sem anúncio de acordo definitivo.
A decisão da EASA, que vale até o fim de março, segue sob escrutínio de companhias aéreas, reguladores nacionais e operadores de tráfego. Autoridades europeias destacam a necessidade de monitoramento constante das evoluções estratégicas e de segurança na região.
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