- Zelenski planeja convocar eleições presidenciais e um referendo para ratificar qualquer acordo de paz com a Rússia, possivelmente em quinze de maio, antes do verão.
- A possibilidade depende de uma trégua e de reformas legais aprovadas pelo Parlamento, que deverão tramitar em regime de urgência em março.
- Estados Unidos pressiona para encerrar a guerra na primavera, condicionando garantias de segurança ao andamento dos comícios e a um acordo com a Rússia.
- Desafios logísticos e de segurança dificultam a realização das votações, com o censo alterado pela guerra, milhões de deslocados e 20% do território ocupado.
- O impasse central é a cessão de vinte e dois por cento de Donetsk; Moscou exige o que não houve ganho por armas, enquanto Kiev defende retirada proporcional e zona desmilitarizada.
O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelenski, pode convocar eleições presidenciais e um referendo para ratificar qualquer acordo de paz com a Rússia antes do verão. A informação, veiculada pelo Financial Times, aponta a data-alvo de 15 de maio, segundo fontes ucranianas e europeias. A medida depende de aprovação parlamentar e de condições de segurança no país.
Segundo a mesma leitura, as votações ocorrem em meio a pressões dos Estados Unidos para um cessar-fogo na primavera e para que o acordo de paz seja credenciado por um referendo. Zelenski já disse que qualquer pacto precisará de consulta popular antes de entrar em vigor.
Desafios logísticos, legais e de segurança dificultam a realização de eleições durante a guerra. O país enfrenta deslocamentos maciços, centenas de milhares de militares no front e cerca de 20% do território ocupado pela Rússia. Além disso, o censo eleitoral atual foi comprometido pelo conflito.
Convergência diplomática e caminhos possíveis
O governo americano atua como mediador e busca um acordo de cessar as hostilidades. Houve duas rondas de negociações tripartitas no Emirados Árabes Unidos e uma prevista em Miami; ainda não há data anunciada. As conversas abordam retirada de tropas, mecanismos de verificação do cessar-fogo e questões técnicas de defesa.
O painel de negociação aponta avanços em aspectos militares e estratégicos para a saída do conflito, mas mantém disputas centrais, como a recuperação do controle de Donbass e a gestão de Donetsk e Lugansk. Moscou reivindica ganhos territoriais, enquanto Kiev defende retirada proporcional das forças russas.
Entre os temas pendentes está a gestão da usina nuclear de Zaporizhzhia, na zona ocupada, além de propostas para congelar parte do front e a retirada russa de áreas ocupadas em várias províncias. Outra questão envolve o tamanho das tropas ucranianas e a possível adesão da Ucrânia a alianças de defesa.
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