- Vox exige entrar no governo de Extremadura com quatro conselherías (Economia, Agricultura, Interior e Indústria) e a vicepresidência primeira, além de cumprir seu programa eleitoral.
- O Partido Popular regional, liderado por María Guardiola, considera a exigência inviável, e as negociações seguem emperradas desde dezembro, com três reuniões até o momento.
- A investidura está marcada para o dia 3 de março, em meio à campanha para Castilla y León; se não houver acordo, a possibilidade de repetição de eleições em junho fica aberta, a terceira em três anos.
- Há debate sobre uma eventual abstinção do Partido Socialista para viabilizar a investidura; o delegado do governo afirmou que Guardiola ainda não pediu apoio, enquanto outros socialistas consideram avaliar condições de governabilidade.
- As tensões entre as siglas aumentaram recentemente, com troca de mensagens públicas entre líderes e críticas de ambos os lados sobre mãos dadas para a sessão de investidura e o calendário de novas reuniões.
La investidura de María Guardiola em Extremadura entra na terceira rodada de negociações entre PP e Vox, com a sigla ultraconservadora cobrando quatro pastas e a vice-presidência na formação do governo. A sessão inicial de investidura está marcada para 3 de março, em meio a campanhas por Castilha y León e a abertura de tratativas em Aragón.
As conversas entre os dois partidos começaram em 22 de dezembro e já chegaram a três encontros. Do lado do PP, comparecem Guardiola e Abel Bautista; pelo Vox, compare o candidato Óscar Fernández Calle e Montserrat Lluis. O impasse persiste, especialmente sobre a composição ministerial.
Demandas e contágio político
Vox exige quatro pastas no governo, mais a primeira vice-presidência, e quer cumprir o programa completo. As áreas apontadas são Economia, Agricultura, Interior e Indústria. O PP considera inaceitável a pretensão, mantendo posição de que não há acordo sem definir termos claros.
O PP avalia possibilidades de acordo sem abrir mão de critérios, enquanto Vox mantém posição firme. Nas últimas 48 horas houve troca pública de mensagens entre as lideranças, ampliando o clima de cobrança entre as partes.
Abstenção e cenários
A depender de abstenção do Vox na primeira sessão de investidura, o PP poderia ser eleito. Contudo, há possibilidade de nova negativa na segunda sessão, o que atrasaria o desfecho. Caso haja impasse, o calendário pode se estender até maio, com sessões sem limite.
Fontes do PP indicam que a negociação pode se estender ao menos até a segunda sessão, prevista para 5 de março, com avaliações sobre novas etapas. Enquanto isso, o governo em Extremadura aguarda definição para evitar nova eleição.
Repercussões e contextos
O cenário envolve ainda a possibilidade de antecipar eleições na região, algo que alguns dirigentes consideram factível dependendo do ritmo das tratativas. A posição de Guardiola tem sido de buscar consenso para governabilidade estável.
Entre as lideranças, persiste a tensão pública nas redes sociais, com críticas mútuas entre Vox e PP. A situação permanece em movimento, sem anúncio definitivo sobre quem ocupará as quatro pastas centrais. As decisões devem sair conforme o desenrolar das negociações nos próximos dias.
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