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Tarique Rahman promete era de política limpa em Bangladesh após queda de Hasina

Rahman retorna ao Bangladeche como principal concorrente, prometendo era de política limpa no pleito, o primeiro livre em dezoito anos

Bangladesh Nationalist party (BNP) leader Tarique Rahman speaks to his supporters during the last day of the election campaign this week.
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  • Tarique Rahman retorna ao Bangladesh após 17 anos no exílio e é o principal candidato a premiê, buscando uma mudança para uma política mais limpa.
  • Rahman prometeu uma era de combate à corrupção, com tolerância zero, caso o seu partido, o BNP, assuma o poder.
  • As eleições são as primeiras desde a queda da primeira-ministra Hasina em 2024, e o BNP é visto como favorito para vencer com maioria expressiva frente ao Jamaat e aliados.
  • Mais de 900 mil agentes de segurança foram mobilizados para garantir a votação, em um pleito considerado crucial para restaurar a democracia no país.
  • O pleito ocorre em meio a tensões políticas, com Hasina e o Awami League sob críticas de irregularidades em eleições anteriores e debates sobre o papel da oposição e do islamismo político.

Tarique Rahman, líder da Bangladesh Nationalist Party (BNP), retorna ao país após 17 anos no exílio e surge como principal concorrente para o posto de primeiro-ministro. As eleições começaram nesta semana, marcando a primeira votação livre e justa em quase duas décadas, com a promessa de pôr fim à corrupção arraigada e conduzir o país por um “novo caminho”.

Rahman, 60 anos, foi recebeu como candidato principal do BNP após retornar ao Bangladesh na véspera das votações. Ele passou o período de exílio em Londres e assume a liderança da BNP após a morte de sua mãe, Khaleda Zia, em dezembro. O político diz que a corrupção foi estimulada pelo governo anterior e que a responsabilização em toda a máquina pública é prioridade.

As eleições ocorrem após a queda do governo autocrático da primeira-ministra Sheikh Hasina, em 2024, e a instalação de um governo de transição liderado por Muhammad Yunus. O processo eleitoral é amplamente visto como um teste crucial para a volta da democracia no país, com mais de 127 milhões de eleitores registrados.

A polícia, o exército e forças de segurança mobilizaram mais de 900 mil agentes para o dia de votação, em um esforço para garantir segurança e evitar violência. Analistas ressaltam que a eleição livre e sem violência é essencial para a estabilidade e a confiança no processo democrático.

Rahman reconhece falhas do BNP no passado, mas afirma que não há provas de irregularidades atuais. O candidato também aponta a importância de abrir espaço à participação pública e de combater a corrupção com responsabilidade em todas as esferas governamentais.

A votação ocorre em um momento de dilemas regionais, incluindo a relação com a Índia, que passou por atritos após o fim do governo anterior. Rahman sinaliza a busca por uma relação de respeito mútuo, sem expor detalhes de condições, deixando em aberto a possibilidade de redefinições diplomáticas conforme necessário.

Contexto político

Analistas destacam o papel do poste da oposição diante da ascensão de blocos islamistas representados pela Jamaat e por aliados mais conservadores. Mesmo com a expectativa de ampliação do apoio ao BNP, há preocupação com o impacto sobre a secularidade e as liberdades, especialmente em direitos das mulheres.

Desdobramentos esperados

Se o BNP obtiver maioria expressiva, o desafio será implementar reformas anticorrupção e reconstruir instituições democráticas frágeis. A influência de electores jovens e a participação cívica serão cruciais para definir o equilíbrio de poder no parlamento.

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