- O primeiro‑ministro de New South Wales, Chris Minns, afirmou que não pedirá desculpas à comunidade muçulmana após a polícia interromper um grupo de pessoas que rezava durante protesto contra o presidente israelense Isaac Herzog.
- A Polícia de New South Wales dispersou fiéis que rezavam em frente à Town Hall de Sydney, depois de o protesto se estender para além do permitido pela lei de protesto.
- O comissário Mal Lanyon pediu desculpas “por qualquer ofensa que tenha sido causada” e afirmou que a polícia tem uma boa relação de trabalho com a comunidade muçulmana.
- Grupos muçulmanos e o Anic cobraram desculpas públicas, enquanto a Liga Muçulmana Líbaneia e o Conselho Australiano de Imãs disseram que não foram contactados pela polícia para esse pedido.
- A discussão também envolve alegações de uso excessivo de força pelas forças de segurança e o debate sobre leis e poderes que restringem manifestações, com organizações de direitos humanos pedindo investigações.
O premier de New South Wales, Chris Minns, afirmou que não pedirá desculpas à comunidade muçulmana após a polícia interromper um grupo que rezava durante um protesto em Sydney contra o presidente israelense, Isaac Herzog. A atuação policial ocorreu perto da Town Hall na segunda-feira à noite.
Grupos muçulmanos, como a Lebanese Muslim Association (LMA) e o Australian Federal Imams Council (Afic), pediram publicamente desculpas ao premier e ao comissário de polícia, Mal Lanyon. O comissário já pediu desculpas apenas pelo possível ofensa causada pela ação policial.
O comissário explicou que o pedido de desculpas foi feito em um contexto específico, destacando que houve confrontos quando a polícia avançou para dispersar manifestantes que tentavam seguir para o parlamento estadual, em violação a leis de protesto.
Reação das partes envolvidas
Bilal Rauf, consultor do Anic, qualificou o pedido de desculpas de Lanyon como insuficiente, afirmando que milhares de pessoas protestaram pacificamente para expressar preocupação com a visita de Herzog e com a situação em Gaza. O porta-voz do Anic ressaltou a necessidade de apuração.
Lanyon disse à imprensa que houve esforço de manter o relacionamento com a comunidade muçulmana, mantendo que a intervenção policial ocorreu em resposta à tentativa de marcha e à mudança de cenários de segurança. Ele negou que a dispersão tenha sido motivada pela presença de Herzog.
Ministérios e organizações de direitos humanos acompanharam o caso. A HRW afirmou que vídeos verificados mostram uso violento de força contra pessoas ajoelhadas para rezar e pediu uma investigação adequada e responsabilização de responsáveis. Médica avaliação e dados do incidente permanecem sob avaliação pública.
Desdobramentos institucionais
O assunto acena para avaliação de políticas de protesto no estado. O Legislativo pode acionar investigações, como a atuação do Law Enforcement Conduct Commission, caso haja denúncias formais. O governo afirmou que não há decisão sobre uma apuração independente neste momento.
Minns afirmou ter mantido contato com membros da comunidade islâmica e com o ministro Jihad Dib, que é muçulmano, para buscar soluções e reparar relações. Dib mostrou preocupação com o que chamou de cenas perturbadoras, destacando conversas com o governo.
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