- Polônia afirmou que não participará do Board of Peace de Donald Trump sob as circunstâncias atuais, mas fará análise futura.
- O premiê polonês, Donald Tusk, disse que as relações com os EUA continuam prioritárias e que, se as condições mudarem, o país pode reconsiderar a participação.
- Itália também não assinará o Board of Peace, citando um obstáculo constitucional intransponível.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, Antonio Tajani, explicou que o Brasil não é o caso, enfatizando que o tribunal constitucional não permite a adesão nas atuais regras do conselho.
- O governo italiano adicionou que, mesmo sem participação no Board, está disposto a colaborar em esforços de reconstrução para promover a paz no Oriente Médio, se necessário.
Polônia e Itália disseram nesta quarta-feira que não ingressarão no Board of Peace (Conselho da Paz) criado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A decisão foi anunciada por Varsóvia e Roma, ampliando a lista de aliados que permanecem à distância. A função inicial era consolidar o cessar-fogo em Gaza, mas o board pode ganhar um papel mais amplo.
Segundo o primeiro-ministro polonês Donald Tusk, houve dúvidas nacionais sobre a forma do conselho. Ele afirmou que, nas circunstâncias atuais, a Polônia não participará dos trabalhos, mas manterá análise sobre o assunto. As relações com os EUA continuam prioritárias em Varsóvia.
Reação de Polônia e Itália
O secretário italiano de Relações Exteriores, Antonio Tajani, confirmou que a Itália não assinará o acordo, citando um obstáculo constitucional. Tajani explicou que, sob a constituição italiana, o país só pode participar de organizações internacionais em igualdade com outras nações, condição não atendida pelo estatuto atual do board.
Tajani também disse que, se houver atuação para reconstrução e promoção da paz no Oriente Médio, a Itália está disposta a colaborar. A primeira-ministra Giorgia Meloni já pediu a Trump mudanças nos termos para permitir a adesão, conforme informou a imprensa italiana.
A Reuters apresenta que a Rússia e a Bielorrússia foram convidadas a participar, o que tem levado várias nações ocidentais a adotarem cautela. O Board of Peace é visto por críticos como potencial rival das Nações Unidas. As informações são de correspondentes enviados a Varsóvia e Roma.
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