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OTAN inicia nova missão para reforçar defesa no Ártico

Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) lança a missão Arctic Sentry para reforçar a presença no Ártico; Rússia avisa que responderá à militarização da Groenlândia

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
A Groenlândia está no centro de uma disputa entre EUA, Europa e Rússia. Foto: Jonathan NACKSTRAND / AFP
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  • A Otan lançou a missão Arctic Sentry para reforçar a presença no Ártico, em resposta às tensões envolvendo Groenlândia e segurança regional.
  • Na prática, a missão incluiria atividades já realizadas por membros da Otan na região, como exercícios da Noruega e da Dinamarca; ainda não está definido se haverá novos destacamentos.
  • Trump havia ameaçado tomar a Groenlândia pela força por motivos de segurança, mas recuou após um acordo com a Otan no Fórum de Davos para defender os interesses norte-americanos na ilha.
  • A Otan informou que houve um acordo para que a aliança assuma maior responsabilidade na defesa da região, diante da atividade militar russa e do interesse da China.
  • A Rússia avisou que responderá com medidas semelhantes se o Ocidente militarizar a Groenlândia, incluindo ações técnico-militares.

A Otan anunciou nesta quarta-feira a criação de uma nova missão para fortalecer a presença no Ártico. A iniciativa, chamada Arctic Sentry, tem como alvo a região e sua estabilidade estratégica, segundo a organização. O anúncio ocorreu após a repercussão de declarações do governo americano sobre a Groenlândia.

A missão busca demonstrar o compromisso da Otan com a defesa de seus membros e com a segurança na região, descrita pelo comandante supremo da aliança no front norte, o general Alexus Grynkewich, em comunicado oficial. Inicialmente, a Otan vai integrar atividades já realizadas por membros na área.

Ainda não ficou claro se a Arctic Sentry incluirá o destacamento de novas capacidades militares no Ártico. A Otan informou que, a princípio, utilizará exercícios já previstos entre Noruega e Dinamarca durante a implementação.

Contexto e desdobramentos

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, gerou tensão ao mencionar a Groenlândia como alvo de reforços de segurança. A fala abordou a soberania dinamarquesa sobre a ilha e motivos de Defesa de Washington.

O episódio antecedeu um acordo entre o líder americano e o comando da Otan, firmado em Davos, que definiu uma maior responsabilidade da aliança na defesa da região frente à atuação russa e ao interesse crescente da China, segundo a própria Otan.

O governo russo reagiu nesta quarta-feira, afirmando que responderá a qualquer reforço ocidental com medidas equivalentes. O ministro das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, indicou que Moscou considerará ações técnico-militares caso haja militarização da Groenlândia.

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