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No 10 não sabia de ligações do assessor com paedófilo ao receber título

Downing Street não sabia do apoio de Doyle a Morton ao conceder o peerage; investigação aponta necessidade de revisar o veto de nomeações e padrões de conduta

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
In a statement, Doyle said: ‘I want to apologise for my past association with Sean Morton. His offences were vile and I completely condemn the actions for which he was rightly convicted.’ Photograph: Imageplotter/Alamy
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  • O governo informou que a Downing Street não sabia, antes de conceder o peerage, que Matthew Doyle havia feito campanha em defesa de Sean Morton.
  • Doyle, antigo chefe de comunicação de Keir Starmer, foi suspenso do Labour whip no Parlamento ao assumir cargo no Parlamento Britânico após surgir o apoio a Morton.
  • Morton foi acusado em 2016 de possuir imagens indecentes de crianças; Doyle afirmou publicamente que Morton era inocente na época e o acompanhou a Scotland para apoiá-lo.
  • A divulgação intensificou o escrutínio sobre padrões de atuação no serviço público e levou Starmer a reavaliar decisões, incluindo a nomeação de Peter Mandelson como embaixador em Washington.
  • O Labour escocês suspendeu o whip da deputada estadual Pam Duncan-Glancy devido às divulgações sobre sua amizade com Morton; Doyle comunicou desculpas pelas ligações passadas.

Keir Starmer enfrentou nova controvérsia neste momento, com o governo de Downing Street afirmando que não tinha conhecimento de que Matthew Doyle, atual chefe de comunicações no nº 10, havia apoiado Sean Morton antes de receber o status de par. A informação aparece após revelações sobre o histórico de Doyle em defesa do amigo de Morton, mesmo após acusações de possuídas imagens indecentes de crianças.

Doyle, que deixou o cargo de chefe de comunicações no número 10 em março do ano passado, foi suspenso nesta segunda-feira da bancada do Labour no Parlamento por ter apoiado Morton, que já tinha sido acusado de posse de imagens inadequadas de menores. A decisão ocorreu em meio a apelos para retirar o peerage do ex-assessor.

Segundo o governo, a premiership foi concedida em 10 de dezembro. No entanto, Georgia Gould, ministra da Educação, afirmou à Sky News que o nº 10 não soubera do apoio de Doyle a Morton no momento da decisão. Gould ressaltou que o primeiro-ministro revisou o caso à luz das novas informações.

A direção do Labour, representada pela presidente Anna Turley, disse que, em sua visão pessoal, o peerage de Doyle deveria ser retirado. Ela citou uma investigação em curso pela própria legenda, e afirmou que aguarda o desfecho antes de comentar publicamente.

O ministro informou ainda que o processo de averiguação para nomeações ao House of Lords precisa passar por ajustes, após a decisão de remoção deDung Wolfe do peer. A reportagem do Sunday Times indicou que Doyle manteve apoio a Morton mesmo depois de ele ter sido suspenso pelo partido.

Morton já ocupava o cargo público na Escócia como figura associada a críticas. O caso também envolve outros desdobramentos dentro do Labour, incluindo a suspensão da bancada de MSP Pam Duncan-Glancy após revelações sobre sua relação com Morton.

Em nota, Doyle pediu desculpas pela associação passada com Sean Morton, condenando as ações do condenado e expressando solidariedade às vítimas. As autoridades destacam a necessidade de padrões elevados de conduta pública e de transparência nos processos de nomeação.

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