- Nigel Farage foi vaiado durante o lançamento da Reform Jewish Alliance (RJA), organização de judeus reformistas no Central synagogue, em Londres, com cerca de duas centenas de presentes.
- Ativistas do Na’amod interromperam o discurso e acusaram Farage de defender políticas que poderiam permitir a perseguição de outras minorias.
- Carla Bloom lembrou a história de sua família e disse que lutar contra o fascismo é essencial para não retroceder.
- Farage afirmou que a base do Reino Unido se apoia em princípios judaico-cristãos e explicou a criação da RJA após conhecer a família de Emily Damari, refém de Hamas.
- Também houve protestos do grupo Jewish Bloc for Palestine e declarações de quem participou do evento sobre acusações de antisemitismo contra Farage, as quais ele nega.
Nigel Farage foi vaiado durante o lançamento da Reform Jewish Alliance (RJA), grupo de judeus reformistas ligados ao Reform UK. O evento ocorreu na noite de terça-feira, em uma sala da Central Synagogue, em Londres, com cerca de 200 presentes. A RJA afirma que a entidade apoyará a atuação do partido em até 15 cadeiras parlamentares.
Durante o discurso, ativistas da Na’amod interromperam, questionando a credibilidade de Farage e apontando que políticas defendidas por ele teriam excluído judeus refugiados no passado. Carla Bloom lembrou a história de perseguição de sua família e disse que a resistência ao fascismo na década de 1930 permanece relevante.
Farage rebateu as acusações. O grupo Na’amod também afirmou que considera a criação da RJA uma ameaça a minorias, incluindo muçulmanos e imigrantes. Fora do recinto, membros do Jewish Bloc for Palestine exibiam cartazes ligados a alegações de antisemitismo envolvendo Farage em Dulwich College.
A líder da organização, Amy Kershenbaum, afirmou que muitos não estariam presentes se políticas da Reform fossem adotadas no passado de seus familiares. Parte do debate envolve críticas sobre declarações de Farage já associadas a colegas de escola.
Entre os organizadores estão Gary Mond, ex-vice-presidente da Board of Deputies, e Alan Mendoza, diretor da Henry Jackson Society. Mendoza sustentou que há uma campanha de ataques contra Farage e afirmou que não há qualquer traço de antisemitismo no parlamentar.
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