- A ministra do Interior de Portugal, Maria Lucia Amaral, renunciou após críticas sobre a resposta das autoridades à tempestade Kristin; o presidente Marcelo Rebelo de Sousa aceitou a renúncia a pedido do primeiro-ministro Luís Montenegro, que ficará com a pasta interinamente.
- Montenegro assumirá temporariamente a pasta do Interior até que seja nomeado um substituto definitivo.
- Kristin atingiu o centro de Portugal no dia 31 de janeiro, com ventos de até 200 km/h, causando danos a milhares de casas, indústrias e infraestrutura, e deixando ao menos seis mortos.
- O governo estima custos diretos de reconstrução superiores a 4 bilhões de euros.
- A renúncia de Amaral marca o primeiro afastamento de um ministro desde que o governo de maioria minoritária de centro-direita tomou posse, há cerca de oito meses.
O ministro do Interior de Portugal, Maria Lucia Amaral, entregou a resignação nesta terça-feira, após críticas de oposição e comunidades locais pela resposta considerada lenta e falha às consequências da tempestade Kristin. O pedido partiu do primeiro-ministro Luís Montenegro e foi aceito pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Segundo a Presidência, Montenegro ficará temporariamente responsável pela pasta até a nomeação de um substituto. Amaral afirmou não ter mais condições pessoais e políticas para seguir no cargo.
A tempestade Kristin atingiu o centro de Portugal no dia 31 de janeiro, com ventos acima de 200 km/h e fortes chuvas. O fenômeno causou danos a milhares de casas, indústrias e infraestrutura, e deixou ao menos seis mortos. O custo direto estimado para reconstrução ultrapassa 4 bilhões de euros.
Contexto e consequências
O governo afirma manter o foco na coordenação de socorro e na recuperação das áreas afetadas. Estudos oficiais destacam a magnitude dos estragos e a necessidade de investimentos públicos para reconstrução.
O episódio marca a primeira demissão de um ministro sob o governo de centro-direita, cerca de oito meses no poder, e amplia o debate sobre a eficiência das respostas a desastres naturais no país.
Reações políticas
O líder do Chega, André Ventura, disse que a renúncia evidencia a incapacidade do governo diante de adversidades. Já o líder socialista José Luis Carneiro atribuiu a responsabilidade principal a Montenegro, ressaltando falhas na resposta às tempestades.
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