- Julgamento sobre extradição de Carla Zambelli para o Brasil é pausado pela 4ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma; sessão será retomada amanhã.
- Hoje falaram o procurador Erminio Amelio e o advogado de defesa Pieremilio Sammarco; amanhã falam Angelo Sammarco, também defensor, e Alessandro Gentiloni, da AGU.
- Audiência começou às 7h e ocorreu a portas fechadas; Zambelli chegou às 6h30, acompanhada por uma policial; marido não pôde acompanhar.
- Zambelli está presa desde julho de 2025 na Penitenciária Feminina de Rebibbia; defesa alega falta de garantias de direitos humanos no Brasil, corte pediu esclarecimentos, Brasil enviou relatório assegurando cumprimento no presídio Colmeia em Brasília; magistrados consideraram as garantias suficientes.
- STF condenou Zambelli em dois processos com trânsito em julgado: 10 anos por contratar hacker para inserir mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes, e 5 anos e 3 meses por sacar arma e perseguir homem em São Paulo; ela renunciou ao mandato em 14 de dezembro após sessão da Câmara ser cassada, decisão do STF anulou a sessão.
A 4ª Seção Penal da Corte de Apelação de Roma interrompeu hoje o julgamento sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil. A sessão será retomada amanhã, após a suspensão por falta de tempo.
Durante a audiência, participaram o procurador Erminio Amelio e o advogado de defesa Pieremilio Sammarco. Amanhã voltam ao plenário Angelo Sammarco e Alessandro Gentiloni, representante da AGU. O caso segue tramitando na Itália.
A audiência, iniciada às 7h (horário de Brasília), ocorreu a portas fechadas. Zambelli chegou por volta de 6h30, acompanhada por uma policial, e entrou sem falar com a imprensa, conforme apurado pelo UOL. O marido, o coronel Aguinaldo, chegou mais tarde e não pôde acompanhar a sessão.
A prisão de Zambelli: desde julho de 2025 ela está na Penitenciária Feminina de Rebibbia, em Roma, após ordem de prisão preventiva brasileira. O processo de extradição envolve disputas jurídicas entre Brasil e Itália sobre garantias de direitos humanos.
Colaboração brasileira: o governo foi questionado pela corte italiana sobre as condições de custódia. O Ministério da Justiça enviou relatório assegurando que a prisão ocorrerá no Presídio Feminino de Brasília, conhecido como Colmeia. Os magistrados consideraram as garantias suficientes e rejeitaram os argumentos da defesa.
Estratégias processuais: a defesa usa recursos para postergar audiências, buscando manter Zambelli na Itália por mais tempo e reduzir o cumprimento de pena no Brasil, segundo interlocutores próximos ao caso.
Condenções do STF: Zambelli cumpre dois mandados de prisão já transitados em julgado. O primeiro é de 10 anos por contratar um hacker para inserir um mandado de prisão falso contra Alexandre de Moraes. O segundo soma 5 anos e 3 meses por sacar uma arma e perseguir uma pessoa em São Paulo, na véspera de 2022.
Contexto político e renúncia: Zambelli renunciou ao mandato em 14 de dezembro, após decisão da Câmara dos Deputados pela cassação ter sido anulada pelo STF. A ex-parlamentar entregou a carta de renúncia, encerrando sua participação no mandato.
Entre na conversa da comunidade