- A primeira pesquisa sem Tarcísio de Freitas aponta Flávio Bolsonaro como principal nome da direita para enfrentar Lula em 2026, segundo a professora Isabela Kalil.
- A saída de Tarcísio do cenário presidencial abriu espaço para Flávio, que ganhou apoio além da base bolsonarista tradicional.
- A pesquisadora diz que a rejeição elevada a Lula e a do próprio Flávio serão fatores decisivos na eleição.
- Lula manteria a intenção de voto entre 42% e 44% em cenários de segundo turno, indicando estabilidade na performance do ex-presidente.
- O resultado sugere que, em 2026, a disputa pode depender mais da rejeição e de quem o eleitor não quer votar do que apenas de quem ele pretende votar, com o cenário ainda aberto a novas alianças.
A primeira pesquisa sem Tarcísio de Freitas aponta Flávio Bolsonaro como principal nome da direita para enfrentar Lula em 2026, segundo Isabela Kalil, antropóloga e professora da FESPSP, em o UOL News – 2ª edição, Canal UOL. A leitura destaca que a ausência de Tarcísio abre espaço para um novo desenho do jogo eleitoral.
A analista aponta que Flávio surpreende ao conquistar apoio além da base bolsonarista tradicional. O cenário, segundo ela, permanece aberto a novas alianças e nomes, mantendo a disputa com várias possibilidades de composição.
Análise de cenário
> A reedição de Lula versus Bolsonaro parece mais viável agora, com Flávio no papel de candidato de direita visto como possível concorrente. O que dirá a força da candidatura é a pesquisa de voto.
Segundo Kalil, a novidade é a viabilidade de Flávio sob o olhar do eleitor e o potencial de voto. Hoje, ele aparece como o nome do amplo espectro da direita com melhor performance na intenção de voto, diante da saída de Tarcísio.
A pesquisadora ressalta que a rejeição a Lula e a rejeição a Flávio devem ser decisivas na eleição de 2026. Em cenários para o segundo turno, Lula oscila entre 42% e 44% da intenção de voto, mantendo-se relativamente estável.
Nessa eleição, a disputa tende a se dar não apenas pelo voto desejado, mas pela rejeição e pela posição que o eleitor não quer votar. A variável da rejeição pode ter peso maior do que nas duas eleições anteriores.
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