- Macron alertou que a Europa precisa se tornar uma potência diante de um mundo em disarray, com desafios dos EUA e da China.
- O bloco enfrenta um “tsunami chinês” no comércio e recebeu sinais de hostilidade americana na defesa, exigindo mudança de ritmo e escala.
- Duas ações-chave podem indicar saída: reunião em Alden Biesen, na Bélgica, para discutir reboot da economia da UE; e a Conferência de Segurança de Munique para debater defesa e relação transatlântica.
- A agenda eurocêntrica prevê simplificação de normas, redução de burocracia, aprofundamento do mercado único e regra de “comprar europeu” para manter recursos na UE.
- Pesquisas e estudos indicam maior apoio à autonomia europeia, com o desafio de articular diferentes grupos políticos em uma coalizão de valores para avançar as propostas.
Em meio a um cenário global volátil, a União Europeia encara desafios duros em comércio e defesa. O tema central é a necessidade de a UE agir sozinha, com maior autonomia econômica e estratégica, diante de US e China.
O líder da UE, Emmanuel Macron, sinalizou que a Europa precisa tornar-se uma potência diante de um mundo em disrupção. O alerta vem enquanto o bloco enfrenta uma pressão comercial chinesa e uma postura dos EUA vista como menos favorável.
Ao longo desta semana, líderes europeus se reúnem em uma mansão do século XVI na Bélgica para discutir medidas para tornar a economia mais competitiva, reduzir entraves regulatórios e ampliar o mercado único.
Reuniões-chave
Na Baviera, França, Alemanha e outros países participam da Conferência de Segurança de Munique para debater defesa e a relação transatlântica. A ideia é estabelecer um caminho comum diante da evolução das forças globais.
Ainda antes, Ursula von der Leyen reuniu-se com chefes de governo para discutir simplificação regulatória, fluxo de investimentos e cumprimento de regras que mantenham dinheiro público na UE.
O debate inclui propostas de reforço do investimento interno, melhoria de governança econômica e a criação de mecanismos que promovam compras europeias, reduzindo dependências externas.
Defesa e alinhamento estratégico
A cúpula do MSC destaca a percepção de que a Europa deve ser mais assertiva e autônoma militarmente, reduzindo a dependência de apoio americano em conflitos e crises regionais. O tema envolve capacidades, treino e interoperabilidade.
Relatos internos indicam que discursos de líderes podem traçar diretrizes para aumentar gastos com defesa e buscar parcerias estratégicas fora do périplo tradicional da OTAN, sem abrir mão de cooperação com os EUA.
Pesquisas públicas apontam resistência de eleitores a depender do exterior, com parte da população defendendo maior autonomia europeia sem abandonar alianças. Autores de estudos ressaltam a necessidade de consensos políticos para avanços.
Observa-se que a agenda europeia busca reduzir barreiras ao investimento, acelerar o mercado único e consolidar uma imagem de blocos com políticas mais coesas. As decisões em pauta podem moldar a posição da UE no cenário global.
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