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EUA começarão a pagar bilhões que devem à ONU nas próximas semanas

EUA devem começar a pagar bilhões devidos à ONU em algumas semanas, enquanto mantêm pressão por reformas no organismo

Porta-voz da extrema-direita global, Donald Trump volta a discursar na ONU após retomar o comando da Casa Branca. Foto: TIMOTHY A. CLARY / AFP
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  • Os EUA vão começar a pagar os bilhões que devem à Organização das Nações Unidas nas próximas semanas, segundo o embaixador dos EUA na ONU.
  • A dívida envolve mais de 2 bilhões de dólares para o orçamento ordinário e quase o mesmo valor para o orçamento das operações de manutenção da paz.
  • Desde o retorno de Donald Trump, os EUA reduziram significativamente o financiamento a alguns órgãos da ONU e adiaram ou rejeitaram contribuições obrigatórias.
  • Washington mantém a exigência de reformas na ONU, buscando uso de recursos com maior eficiência.
  • O secretário-geral Antonio Guterres já havia advertido, em janeiro, sobre o risco de paralisação da organização caso os países não paguem o que devem.

Os Estados Unidos vão começar a pagar os bilhões de dólares devidos à ONU nas próximas semanas, segundo o embaixador americano na organização. A informação foi anunciada em 11 de fevereiro, destacando que Washington manterá a pressão por reformas no organismo.

A dívida dos EUA envolve o orçamento ordinário da ONU e o orçamento das operações de manutenção da paz, com valores estimados acima de 2 bilhões de dólares para cada parte, conforme relatado por fontes próximas à negociação. O montante exato não foi informado.

O embaixador Mike Waltz afirmou que o pagamento ocorrerá em poucas semanas, sem detalhar o valor desembolsado. Ele reiterou a exigência de reformas e ressaltou a meta de ampliar a eficiência dos recursos disponíveis.

Desde a posse de Trump, os EUA reduziram financiamentos a alguns organismos da ONU, retiraram-se de outras instituições e adiaram certas contribuições obrigatórias. A Casa Branca afirma buscar reajustes que privilegiem resultados com menos recursos.

Waltz informou que a cooperação com a ONU não será substituída por iniciativas paralelas, como o que ele chamou de “Conselho da Paz”. Ele também não reconhece necessidade de rever a sede em Nova York com base em vistos negados para a Assembleia Geral.

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